Intervenções de fisioterapia para crianças e adolescentes com mielomeningocele: Uma revisão sistemática

Resumo Objetivo Revisar sistematicamente as evidências atuais sobre intervenções de fisioterapia para crianças e adolescentes com mielomeningocele, a apresentação mais complexa e comum da espinha bífida, com o intuito de explorar os componentes das intervenções e os desfechos segundo os domínios da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), bem como avaliar o nível de evidência e a qualidade metodológica dos estudos. Métodos Foram realizadas buscas nas bases de dados MEDLINE/PubMed, Embase, Cochrane, Scopus, Web of Science, PEDro e BVS desde a criação de cada base até maio de 2026. A qualidade metodológica foi avaliada por meio das ferramentas de avaliação crítica do JBI, e os níveis de evidência basearam‐se nas recomendações do Oxford Centre for Evidence‐Based Medicine. Resultados No total, 36 estudos foram incluídos, envolvendo 532 crianças e adolescentes com idade entre 1 mês e 18 anos. As intervenções mais frequentemente investigadas foram estimulação elétrica (n = 9), treinamento em esteira (n = 4) e vibração de corpo inteiro (n = 3). Dezoito estudos foram classificados com alta qualidade metodológica, 10 com qualidade moderada e oito com baixa qualidade. Interpretação Uma ampla gama de intervenções fisioterapêuticas tem sido investigada para crianças e adolescentes com mielomeningocele em múltiplos domínios da CIF. Embora intervenções como estimulação elétrica, treinamento em esteira, gesso seriado e laserterapia tenham apresentado desfechos favoráveis em domínios específicos, as evidências disponíveis permanecem limitadas e heterogêneas, o que impede conclusões definitivas acerca de sua efetividade.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Developmental Medicine & Child Neurology
Published
2026-10-18
DOI
https://doi.org/10.1111/dmcn.70583
Primary Topic
Spinal Dysraphism and Malformations
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
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Intervenções de fisioterapia para crianças e adolescentes com mielomeningocele: Uma revisão sistemática

Ana Cristina Resende Camargos, Isabella Saraiva Christovão, Robert J. Palisano, Lorena Costa Ferreira
Developmental Medicine & Child Neurology
Spinal Dysraphism and Malformations
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Intervenções de fisioterapia para crianças e adolescentes com mielomeningocele: Uma revisão sistemática

Ana Cristina Resende Camargos, Isabella Saraiva Christovão, Robert J. Palisano, Lorena Costa Ferreira
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Abstract

Resumo Objetivo Revisar sistematicamente as evidências atuais sobre intervenções de fisioterapia para crianças e adolescentes com mielomeningocele, a apresentação mais complexa e comum da espinha bífida, com o intuito de explorar os componentes das intervenções e os desfechos segundo os domínios da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), bem como avaliar o nível de evidência e a qualidade metodológica dos estudos. Métodos Foram realizadas buscas nas bases de dados MEDLINE/PubMed, Embase, Cochrane, Scopus, Web of Science, PEDro e BVS desde a criação de cada base até maio de 2026. A qualidade metodológica foi avaliada por meio das ferramentas de avaliação crítica do JBI, e os níveis de evidência basearam‐se nas recomendações do Oxford Centre for Evidence‐Based Medicine. Resultados No total, 36 estudos foram incluídos, envolvendo 532 crianças e adolescentes com idade entre 1 mês e 18 anos. As intervenções mais frequentemente investigadas foram estimulação elétrica (n = 9), treinamento em esteira (n = 4) e vibração de corpo inteiro (n = 3). Dezoito estudos foram classificados com alta qualidade metodológica, 10 com qualidade moderada e oito com baixa qualidade. Interpretação Uma ampla gama de intervenções fisioterapêuticas tem sido investigada para crianças e adolescentes com mielomeningocele em múltiplos domínios da CIF. Embora intervenções como estimulação elétrica, treinamento em esteira, gesso seriado e laserterapia tenham apresentado desfechos favoráveis em domínios específicos, as evidências disponíveis permanecem limitadas e heterogêneas, o que impede conclusões definitivas acerca de sua efetividade.

Developmental Medicine & Child Neurology
Universidade Federal de Minas Gerais (BR)
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Spinal Dysraphism and Malformations
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