The Pre-modern History of Mohism and the fate of Chinese Ancient “Logic”: from the Warring States until the beginning of the Period of Fragmentation

O presente artigo concentra-se na questão de como a intelectualidade da China pré- moderna respondeu às tentativas dos Moístas de desenvolverem uma “Lógica” como campo de investigação, desde o período dos Reinos Combatentes até o início da dinastia Jin. Enquanto evita discutir os méritos da “Lógica” chinesa antiga em si, o argumento demonstra que o pensamento predominante permanecia concentrado em questões morais e políticas, realizando um julgamento consistentemente negativo sobre a “Lógica” com base em motivos de tais naturezas. Nesse sentido, ao analisar um conjunto de testemunhos dotados de autoridade sobre a história antiga das ideias chinesas, fica claro que o Moísmo (bem como a “Escola dos Nomes”) nem conseguiu abrir um campo para as suas práticas linguísticas e dialéticas, nem conseguiu resistir a terminarem absorvidas por outras doutrinas, como resultado de transformações sociais e políticas. O prólogo define os termos metodológicos gerais para a discussão, conforme os quais a Lógica não é entendida como uma disciplina, mas como práticas e discursos definidos culturalmente. Uma primeira seção analisa como o manuscrito transmitido do Mozi define os debates sobre conteúdos de “Lógica”. A segunda destaca a recepção no período dos Reinos Combatentes, usando o último capítulo do Zhuangzi (“Tudo sob o Céu”) como autoridade principal, refletindo que os “lógicos” do Moísmo tardio eram desmerecidos justamente pelos seus métodos. A terceira esclarece como o império Han desprezava as técnicas “lógicas” como um fim em si, mostrando como o avanço do Confucionismo legitimava um certo emprego de tais técnicas. O epílogo narra como o Moísmo terminou extinto, enquanto o discurso sobre a “Lógica” foi apropriado como ferramenta de governança sob a “Escola dos Nomes”.

Authors

Publication Details

Journal
Modernos & Contemporâneos
Published
2026-10-13
Primary Topic
Chinese history and philosophy
Type
article
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The Pre-modern History of Mohism and the fate of Chinese Ancient “Logic”: from the Warring States until the beginning of the Period of Fragmentation

Giorgio Sinedino
Modernos & Contemporâneos
Chinese history and philosophy
article

The Pre-modern History of Mohism and the fate of Chinese Ancient “Logic”: from the Warring States until the beginning of the Period of Fragmentation

Giorgio Sinedino
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Abstract

O presente artigo concentra-se na questão de como a intelectualidade da China pré- moderna respondeu às tentativas dos Moístas de desenvolverem uma “Lógica” como campo de investigação, desde o período dos Reinos Combatentes até o início da dinastia Jin. Enquanto evita discutir os méritos da “Lógica” chinesa antiga em si, o argumento demonstra que o pensamento predominante permanecia concentrado em questões morais e políticas, realizando um julgamento consistentemente negativo sobre a “Lógica” com base em motivos de tais naturezas. Nesse sentido, ao analisar um conjunto de testemunhos dotados de autoridade sobre a história antiga das ideias chinesas, fica claro que o Moísmo (bem como a “Escola dos Nomes”) nem conseguiu abrir um campo para as suas práticas linguísticas e dialéticas, nem conseguiu resistir a terminarem absorvidas por outras doutrinas, como resultado de transformações sociais e políticas. O prólogo define os termos metodológicos gerais para a discussão, conforme os quais a Lógica não é entendida como uma disciplina, mas como práticas e discursos definidos culturalmente. Uma primeira seção analisa como o manuscrito transmitido do Mozi define os debates sobre conteúdos de “Lógica”. A segunda destaca a recepção no período dos Reinos Combatentes, usando o último capítulo do Zhuangzi (“Tudo sob o Céu”) como autoridade principal, refletindo que os “lógicos” do Moísmo tardio eram desmerecidos justamente pelos seus métodos. A terceira esclarece como o império Han desprezava as técnicas “lógicas” como um fim em si, mostrando como o avanço do Confucionismo legitimava um certo emprego de tais técnicas. O epílogo narra como o Moísmo terminou extinto, enquanto o discurso sobre a “Lógica” foi apropriado como ferramenta de governança sob a “Escola dos Nomes”.

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