Nota Técnica AMAZONCRIM nº 2/2026 — Drogas no PIB: a receita que o IBGE vai seguir foi escrita para quem só consome
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que vai estimar o mercado de drogas ilícitas nas contas nacionais. Esta nota examina o método internacional que o instituto diz seguir (manual Eurostat de 2018), com o caso italiano como referência, e confronta cada parcela da conta (usuários, consumo, preço, pureza, importação e exportação, custos) com os dados disponíveis no Brasil: as duas pesquisas nacionais de uso de drogas (Fiocruz, 2015; LENAD III, 2023), que divergem em cerca de duas vezes sobre o uso de cocaína; os preços informados ao UNODC, sem dado de pureza; as apreensões das polícias federais e estaduais; e o Monitor de Apreensões de Drogas do Grupo de Pesquisa Sociedades Punitivas, com as apreensões de Rondônia e do Amazonas em 2024. Argumenta que a receita-padrão, desenhada para países apenas consumidores, deixa de fora o papel do Brasil como corredor de exportação da cocaína.
Authors
- Rodolfo Jacarandá (ORCID: https://orcid.org/0000-0002-2047-1403)
Institutions
- Universidade Federal de Rondônia (BR)
Publication Details
- Journal
- Zenodo (CERN European Organization for Nuclear Research)
- Published
- 2026-09-25
- DOI
- https://doi.org/10.5281/zenodo.22967274
- Primary Topic
- Youth, Drugs, and Violence
- Type
- article
- Field-Weighted Citation Impact
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