Elucidando a toxicidade reprodutiva e intergeracional de parabenos em peixes teleósteos: uma abordagem ecotoxicológica em fêmeas de zebrafish

Dentre os contaminantes de preocupação emergente (CECs) encontram-se os parabenos, ésteres do ácido 4-hidroxibenzoico amplamente utilizados como conservantes em produtos alimentícios, farmacêuticos e de cuidado pessoal. Dado o uso generalizado, o propilparabeno (PrP) e o ácido 4- hidroxibenzoico (4-HB, o principal metabólito dos parabenos) têm sido ubiquamente detectados em efluentes domésticos e industriais, em diferentes matrizes ambientais e ambientes aquáticos. Nos últimos anos têm aumentado a preocupação sobre os riscos que a contaminação por parabenos pode causar em organismos aquáticos, dado a capacidade deles de bioacumulação e atuação como químicos desreguladores endócrinos (EDs). Entretanto, pouco é conhecido sobre os impactos causados por concentrações de relevância ambiental de diferentes parabenos em peixes e, mais especificamente, na fisiologia reprodutiva das fêmeas, na ovogênese e durante o desenvolvimento inicial dos peixes, o que pode afetar negativamente a biodiversidade dos ecossistemas aquáticos, os recursos pesqueiros e a aquicultura. Nessa proposta, utilizando o zebrafish como modelo animal entre outros teleósteos, buscamos esclarecer: (1) como a exposição subcrônica a concentrações de relevância ambiental de PrP e 4-HB (um parabeno parental e um metabólito, respectivamente) interfere no funcionamento do eixo hipotálamo-hipófise-gônadas, na ovogênese e na fertilidade das fêmeas. (2) Se esta exposição promove a bioacumulação destes contaminantes no ovário, causa estresse oxidativo e aumento da apoptose. (3) Se a exposição materna ao PrP e 4-HB repercute negativamente na sobrevivência, no desenvolvimento, no perfil transcricional e neurocomportamental da prole (geração F1). O conjunto de dados resultantes contribuirá para elucidar alguns dos mecanismos de toxicidade induzidos por diferentes tipos parabenos na reprodução e desenvolvimento dos peixes, bem como poderá atestar um efeito adverso intergeracional para este grupo de contaminantes.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
California Digital Library
Published
2026-07-26
DOI
https://doi.org/10.48321/d187967600
Primary Topic
Effects and risks of endocrine disrupting chemicals
Type
article
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Elucidando a toxicidade reprodutiva e intergeracional de parabenos em peixes teleósteos: uma abordagem ecotoxicológica em fêmeas de zebrafish

Lázaro Wender Oliveira de Jesus
California Digital Library
Effects and risks of endocrine disrupting chemicals
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Elucidando a toxicidade reprodutiva e intergeracional de parabenos em peixes teleósteos: uma abordagem ecotoxicológica em fêmeas de zebrafish

Lázaro Wender Oliveira de Jesus
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Abstract

Dentre os contaminantes de preocupação emergente (CECs) encontram-se os parabenos, ésteres do ácido 4-hidroxibenzoico amplamente utilizados como conservantes em produtos alimentícios, farmacêuticos e de cuidado pessoal. Dado o uso generalizado, o propilparabeno (PrP) e o ácido 4- hidroxibenzoico (4-HB, o principal metabólito dos parabenos) têm sido ubiquamente detectados em efluentes domésticos e industriais, em diferentes matrizes ambientais e ambientes aquáticos. Nos últimos anos têm aumentado a preocupação sobre os riscos que a contaminação por parabenos pode causar em organismos aquáticos, dado a capacidade deles de bioacumulação e atuação como químicos desreguladores endócrinos (EDs). Entretanto, pouco é conhecido sobre os impactos causados por concentrações de relevância ambiental de diferentes parabenos em peixes e, mais especificamente, na fisiologia reprodutiva das fêmeas, na ovogênese e durante o desenvolvimento inicial dos peixes, o que pode afetar negativamente a biodiversidade dos ecossistemas aquáticos, os recursos pesqueiros e a aquicultura. Nessa proposta, utilizando o zebrafish como modelo animal entre outros teleósteos, buscamos esclarecer: (1) como a exposição subcrônica a concentrações de relevância ambiental de PrP e 4-HB (um parabeno parental e um metabólito, respectivamente) interfere no funcionamento do eixo hipotálamo-hipófise-gônadas, na ovogênese e na fertilidade das fêmeas. (2) Se esta exposição promove a bioacumulação destes contaminantes no ovário, causa estresse oxidativo e aumento da apoptose. (3) Se a exposição materna ao PrP e 4-HB repercute negativamente na sobrevivência, no desenvolvimento, no perfil transcricional e neurocomportamental da prole (geração F1). O conjunto de dados resultantes contribuirá para elucidar alguns dos mecanismos de toxicidade induzidos por diferentes tipos parabenos na reprodução e desenvolvimento dos peixes, bem como poderá atestar um efeito adverso intergeracional para este grupo de contaminantes.

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