A prática da comunicação como direito no Brasil: (r)existência à mercantilização das vidas e dos territórios por meio da educomunicação socioambiental

RESUMOO artigo discute como a educomunicação socioambiental tem se consolidado no Brasil como prática e epistemologia latino-americana que afirma a comunicação como direito humano e como instrumento de resistência à mercantilização de vidas e territórios. A partir de fundamentos freirianos, das mediações de Martín-Barbero e da pedagogia comunicativa de Kaplún, mostra-se que a educomunicação fortalece práticas dialógicas, críticas e coletivas. Com base em 203 iniciativas mapeadas pelo projeto Educom&Clima, o texto evidencia como organizações da sociedade civil, escolas e movimentos sociais mobilizam estratégias educomunicativas para enfrentar a emergência climática, embora temas como justiça climática e racismo ambiental ainda sejam menos abordados. E os dados da pesquisa “A Guerra de Oiá: Comunicação, Mulheres e Transição Energética” revelam resistências de mulheres sertanejas, destacando práticas educomunicativas que denunciam os impactos do neocolonialismo verde na transição energética e anunciam o valor dos saberes ancestrais que sustentam os territórios ameaçados.

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Publication Details

Journal
Environmental Communication
Published
2026-06-09
DOI
https://doi.org/10.1080/17524032.2026.2685593
Primary Topic
Media and Communication Studies
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
0.00

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article

A prática da comunicação como direito no Brasil: (r)existência à mercantilização das vidas e dos territórios por meio da educomunicação socioambiental

Thaís Brianezi, Gislene Moreira
Environmental Communication
Media and Communication Studies
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A prática da comunicação como direito no Brasil: (r)existência à mercantilização das vidas e dos territórios por meio da educomunicação socioambiental

Thaís Brianezi, Gislene Moreira
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Abstract

RESUMOO artigo discute como a educomunicação socioambiental tem se consolidado no Brasil como prática e epistemologia latino-americana que afirma a comunicação como direito humano e como instrumento de resistência à mercantilização de vidas e territórios. A partir de fundamentos freirianos, das mediações de Martín-Barbero e da pedagogia comunicativa de Kaplún, mostra-se que a educomunicação fortalece práticas dialógicas, críticas e coletivas. Com base em 203 iniciativas mapeadas pelo projeto Educom&Clima, o texto evidencia como organizações da sociedade civil, escolas e movimentos sociais mobilizam estratégias educomunicativas para enfrentar a emergência climática, embora temas como justiça climática e racismo ambiental ainda sejam menos abordados. E os dados da pesquisa “A Guerra de Oiá: Comunicação, Mulheres e Transição Energética” revelam resistências de mulheres sertanejas, destacando práticas educomunicativas que denunciam os impactos do neocolonialismo verde na transição energética e anunciam o valor dos saberes ancestrais que sustentam os territórios ameaçados.

Environmental Communication
Universidade do Estado da Bahia (BR), Universidade de São Paulo (BR), Universidade Salvador (BR), Universidade São Francisco (BR)
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
Reduced inequalities
Openalex Percentile: Top 3%
Media and Communication Studies
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