INFLUÊNCIA DA INFLAMAÇÃO CRÔNICA SUBCLÍNICA NA RESPOSTA INFLAMATÓRIA SISTÊMICA APÓS PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS

A inflamação crônica subclínica tem sido reconhecida como condição prevalente em indivíduos com doenças metabólicas, cardiovasculares e inflamatórias, podendo influenciar a resposta biológica ao trauma cirúrgico. Evidências recentes sugerem que esse estado inflamatório basal atua como modulador da resposta inflamatória sistêmica no período perioperatório, potencializando a liberação de citocinas pró-inflamatórias e ampliando o risco de complicações. O objetivo deste estudo foi analisar, por meio de revisão narrativa da literatura, o papel da inflamação crônica subclínica como amplificador da resposta inflamatória pós-operatória, à luz da teoria do “second hit”. Realizou-se busca nas bases internacionais, incluindo estudos clínicos e experimentais que abordaram marcadores inflamatórios basais, resposta cirúrgica e desfechos pós-operatórios. Os achados indicam que níveis elevados de proteína C reativa, relação neutrófilo-linfócito e outras citocinas inflamatórias no pré-operatório associam-se a maior intensidade da resposta inflamatória sistêmica após o procedimento. Pacientes com obesidade, síndrome metabólica e multimorbidade apresentam maior liberação citocínica, prolongamento da inflamação e maior incidência de complicações infecciosas e tempo de internação. Mecanisticamente, destacam-se a ativação persistente do sistema imune inato, a disfunção imunometabólica e o comprometimento endotelial como elementos centrais desse processo. Conclui-se que a inflamação crônica subclínica atua como fator modulador relevante no risco perioperatório, configurando possível “second hit” biológico que amplifica a resposta ao trauma cirúrgico.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Zenodo (CERN European Organization for Nuclear Research)
Published
2026-03-03
DOI
https://doi.org/10.5281/zenodo.18850593
Primary Topic
Adipokines, Inflammation, and Metabolic Diseases
Type
article
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INFLUÊNCIA DA INFLAMAÇÃO CRÔNICA SUBCLÍNICA NA RESPOSTA INFLAMATÓRIA SISTÊMICA APÓS PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS

Vitor Santos Facin, Fernando Barraca de Jesus Meche, Angelina da Costa Moreno, João Augusto Soares et al.
Zenodo (CERN European Organization for Nuclear Research)
Adipokines, Inflammation, and Metabolic Diseases
article

INFLUÊNCIA DA INFLAMAÇÃO CRÔNICA SUBCLÍNICA NA RESPOSTA INFLAMATÓRIA SISTÊMICA APÓS PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS

Vitor Santos Facin, Fernando Barraca de Jesus Meche, Angelina da Costa Moreno, João Augusto Soares, Lucca de Souza Garcia
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Abstract

A inflamação crônica subclínica tem sido reconhecida como condição prevalente em indivíduos com doenças metabólicas, cardiovasculares e inflamatórias, podendo influenciar a resposta biológica ao trauma cirúrgico. Evidências recentes sugerem que esse estado inflamatório basal atua como modulador da resposta inflamatória sistêmica no período perioperatório, potencializando a liberação de citocinas pró-inflamatórias e ampliando o risco de complicações. O objetivo deste estudo foi analisar, por meio de revisão narrativa da literatura, o papel da inflamação crônica subclínica como amplificador da resposta inflamatória pós-operatória, à luz da teoria do “second hit”. Realizou-se busca nas bases internacionais, incluindo estudos clínicos e experimentais que abordaram marcadores inflamatórios basais, resposta cirúrgica e desfechos pós-operatórios. Os achados indicam que níveis elevados de proteína C reativa, relação neutrófilo-linfócito e outras citocinas inflamatórias no pré-operatório associam-se a maior intensidade da resposta inflamatória sistêmica após o procedimento. Pacientes com obesidade, síndrome metabólica e multimorbidade apresentam maior liberação citocínica, prolongamento da inflamação e maior incidência de complicações infecciosas e tempo de internação. Mecanisticamente, destacam-se a ativação persistente do sistema imune inato, a disfunção imunometabólica e o comprometimento endotelial como elementos centrais desse processo. Conclui-se que a inflamação crônica subclínica atua como fator modulador relevante no risco perioperatório, configurando possível “second hit” biológico que amplifica a resposta ao trauma cirúrgico.

Zenodo (CERN European Organization for Nuclear Research)
Anhanguera-Uniderp University (BR), Universitario Francisco de Asís (UY), Faculdade Metropolitana de Manaus
Good health and well-being
Openalex Percentile: Top 36%
Adipokines, Inflammation, and Metabolic Diseases
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