De José Mármol a Lima Barreto: as origens transnacionais do romance do ditador
Resumo Nascido durante o segundo governo de Juan Manuel Rosas na província de Buenos Aires (1835-1852), o romance do ditador atingiu seu auge durante a Guerra Fria. Os textos refletem sobre o abuso de poder nos antigos vice-reinos espanhóis, concentrando-se na figura do caudilho, que tem marcado a cultura política hispanoamericana desde a Independência. Após a Proclamação da República no Brasil, em 1889, certos homens de letras recearam que seu país sofresse o mesmo destino. Partindo de uma leitura de Amalia (1851), de José Mármol, o artigo analisa como o fantasma de uma hispano-americanização ressoa em Triste fim de Policarpo Quaresma (1911), de Lima Barreto.
Authors
- Timo Kehren
Institutions
- Johannes Gutenberg University Mainz (DE)
Publication Details
- Journal
- Iberoromania
- Published
- 2026-03-02
- DOI
- https://doi.org/10.1515/iber-2026-2005
- Primary Topic
- Sociology and Education in Brazil
- Type
- article
- Field-Weighted Citation Impact
- 0.00