atores que influenciam o rastreio populacional organizado do cancro colorretal na Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo: uma análise de seis anos de influências demográficas e organizacionais

Introdução: O cancro colorretal (CCR) é a terceira neoplasia maligna mais prevalente em Portugal, evidenciando a importância da deteção precoce. O início de um programa de rastreio do CCR de base populacional (PRCCR) na Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (RSLVT) em 2017 motivou esta investigação e a contribuição para a discussão de políticas de saúde subjacentes. Esta investigação procura identificar associações entre os resultados da participação no rastreio, as características geodemográficas dos utilizadores e as características organizacionais (2017-2022). Métodos: Este estudo transversal analisou 87.223 utentes com idades entre os 50 e os 74 anos, que participaram no PRCCR na RSLVT, em três rondas (2017-2018, 2019-2020 e 2021-2022). Compararam-se a adesão ao rastreio e os resultados dos testes entre os sexos, idades, Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS), tipos de unidade e atribuição de médico de família utilizando o teste do qui-quadrado e o estudo das razões de frequências relativas ajustadas (RFa), obtidas a partir de um modelo linear generalizado. Resultados: A participação no rastreio diferiu por sexo, com uma razão 5,8% superior nas mulheres (RFa 1,058; CI 1,047-1,068). Os mais jovens aderiram menos e os participantes com 50-54, 55-59 e 60-64 anos apresentaram RFa de 0,826, 0,887 e 0,968, respetivamente. Os utentes inscritos nas Unidades de Saúde Familiar (USF) e com médico de família (MF) participaram numa proporção superior. Houve um aumento de 37,7% dos rastreios da 1ª ronda e uma diminuição de 31,4% na 2ª ronda. A positividade variou entre os ACeS, sem diferenças por tipo de unidade de saúde ou em relação à atribuição de MF. A maioria dos utentes rastreados pertencia a ACeS específicos (63,6%), particularmente ao ACeS1, sugerindo potenciais influências organizacionais.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Revista Portuguesa de Clínica Geral
Published
2025-12-31
DOI
https://doi.org/10.32385/rpmgf.v41i6.14060
Primary Topic
Women's cancer prevention and management
Type
article
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atores que influenciam o rastreio populacional organizado do cancro colorretal na Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo: uma análise de seis anos de influências demográficas e organizacionais

Rodrigo Moreira Marques, Matilde Ourique, Eunice Carrapiço, Unidade Local de Saúde de Santa Maria
Revista Portuguesa de Clínica Geral
Women's cancer prevention and management
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atores que influenciam o rastreio populacional organizado do cancro colorretal na Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo: uma análise de seis anos de influências demográficas e organizacionais

Rodrigo Moreira Marques, Matilde Ourique, Eunice Carrapiço, Unidade Local de Saúde de Santa Maria
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Abstract

Introdução: O cancro colorretal (CCR) é a terceira neoplasia maligna mais prevalente em Portugal, evidenciando a importância da deteção precoce. O início de um programa de rastreio do CCR de base populacional (PRCCR) na Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (RSLVT) em 2017 motivou esta investigação e a contribuição para a discussão de políticas de saúde subjacentes. Esta investigação procura identificar associações entre os resultados da participação no rastreio, as características geodemográficas dos utilizadores e as características organizacionais (2017-2022). Métodos: Este estudo transversal analisou 87.223 utentes com idades entre os 50 e os 74 anos, que participaram no PRCCR na RSLVT, em três rondas (2017-2018, 2019-2020 e 2021-2022). Compararam-se a adesão ao rastreio e os resultados dos testes entre os sexos, idades, Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS), tipos de unidade e atribuição de médico de família utilizando o teste do qui-quadrado e o estudo das razões de frequências relativas ajustadas (RFa), obtidas a partir de um modelo linear generalizado. Resultados: A participação no rastreio diferiu por sexo, com uma razão 5,8% superior nas mulheres (RFa 1,058; CI 1,047-1,068). Os mais jovens aderiram menos e os participantes com 50-54, 55-59 e 60-64 anos apresentaram RFa de 0,826, 0,887 e 0,968, respetivamente. Os utentes inscritos nas Unidades de Saúde Familiar (USF) e com médico de família (MF) participaram numa proporção superior. Houve um aumento de 37,7% dos rastreios da 1ª ronda e uma diminuição de 31,4% na 2ª ronda. A positividade variou entre os ACeS, sem diferenças por tipo de unidade de saúde ou em relação à atribuição de MF. A maioria dos utentes rastreados pertencia a ACeS específicos (63,6%), particularmente ao ACeS1, sugerindo potenciais influências organizacionais.

Revista Portuguesa de Clínica GeralVol. 41(6)
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atores que influenciam o rastreio populacional organizado do cancro colorretal na Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo: uma análise de seis anos de influências demográficas e organizacionais — Rodrigo Moreira Marques, Matilde Ourique, et al. · Revista Portuguesa de Clínica Geral (2025) | TGRS Research Map | TGRS