IA, Saúde Global e Sociedade Algorítmica: o uso democrático e a regulação dos biodata

Resumo As políticas globais de saúde no âmbito de uma sociedade algorítmica desenvolvem-se a partir de tensões entre direitos de cidadania e interesses do mercado. Numa cronologia da “saúde global”, o advento da inteligência artificial (IA) veio adicionar uma maior complexidade a essas políticas devido às suas potencialidades e riscos. Se, por um lado, o campo da saúde se encontra sob a dominação das políticas tecnodigitais do mercado, que indubitavelmente trouxeram melhorias ao setor através da evolução da IA, por outro lado, não se pode ignorar a posição abusiva das corporações empresariais que alimentam as suas redes algorítmicas por meio dos megafluxos de dados. Nesse contexto, analisam-se dois pontos principais. O primeiro assinala duas formas de utilização dos dados no setor da saúde que refletem um uso democrático e um uso não democrático dos mesmos. Enquanto o uso democrático enfatiza as potencialidades da IA no setor da saúde, o uso não democrático reflete as tensões/riscos que derivam do extrativismo dos dados aliados a lógicas financeiras e empresariais, com impacto na privacidade, na segurança e na transparência. O segundo, e procurando eliminar ou mitigar esses principais riscos, analisa o eixo da governação e regulação dos dados globais da saúde relativamente à IA.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Saúde e Sociedade
Published
2025-01-01
DOI
https://doi.org/10.1590/s0104-12902025250066pt
Primary Topic
Artificial Intelligence in Healthcare and Education
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
0.00
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IA, Saúde Global e Sociedade Algorítmica: o uso democrático e a regulação dos biodata

Wanda Capeller, João Pedroso, Andréia Santos
Saúde e Sociedade
Artificial Intelligence in Healthcare and Education
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IA, Saúde Global e Sociedade Algorítmica: o uso democrático e a regulação dos biodata

Wanda Capeller, João Pedroso, Andréia Santos
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Abstract

Resumo As políticas globais de saúde no âmbito de uma sociedade algorítmica desenvolvem-se a partir de tensões entre direitos de cidadania e interesses do mercado. Numa cronologia da “saúde global”, o advento da inteligência artificial (IA) veio adicionar uma maior complexidade a essas políticas devido às suas potencialidades e riscos. Se, por um lado, o campo da saúde se encontra sob a dominação das políticas tecnodigitais do mercado, que indubitavelmente trouxeram melhorias ao setor através da evolução da IA, por outro lado, não se pode ignorar a posição abusiva das corporações empresariais que alimentam as suas redes algorítmicas por meio dos megafluxos de dados. Nesse contexto, analisam-se dois pontos principais. O primeiro assinala duas formas de utilização dos dados no setor da saúde que refletem um uso democrático e um uso não democrático dos mesmos. Enquanto o uso democrático enfatiza as potencialidades da IA no setor da saúde, o uso não democrático reflete as tensões/riscos que derivam do extrativismo dos dados aliados a lógicas financeiras e empresariais, com impacto na privacidade, na segurança e na transparência. O segundo, e procurando eliminar ou mitigar esses principais riscos, analisa o eixo da governação e regulação dos dados globais da saúde relativamente à IA.

Saúde e SociedadeVol. 34(3)
Portuguese Environment Agency (PT), University of Coimbra (PT)
Openalex Percentile: Top 65%
Artificial Intelligence in Healthcare and Education
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