Análise dos desfechos clínicos e funcionais do tratamento de fraturas de tornozelo
As fraturas de tornozelo são lesões comuns que frequentemente exigem tratamento especializado para promover a recuperação funcional e minimizar complicações. A escolha entre tratamento conservador e cirúrgico depende de diversos fatores, como a gravidade da fratura, a estabilidade articular e as comorbidades do paciente. Embora o tratamento cirúrgico seja amplamente utilizado em fraturas instáveis ou deslocadas, o tratamento conservador é uma opção viável para fraturas mais simples, podendo ser uma alternativa com menos riscos imediatos. Este estudo visa analisar os desfechos clínicos e funcionais do tratamento de fraturas de tornozelo. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, incluindo estudos randomizados e observacionais publicados entre 2010 e 2023. A pesquisa foi conduzida nas bases de dados PubMed, SpringerLink e BMJ, utilizando os termos "tratamento conservador", "tratamento cirúrgico", "fratura de tornozelo", "desfechos clínicos" e "satisfação do paciente". Foram selecionados artigos que comparavam diretamente os resultados de ambos os tratamentos em adultos com fraturas de tornozelo, analisando as taxas de complicações, tempo de recuperação, qualidade da redução, necessidade de intervenções adicionais e a satisfação do paciente. Os resultados mostraram que o tratamento cirúrgico teve um tempo de recuperação mais rápido e uma menor taxa de falhas de consolidação óssea, especialmente em fraturas instáveis ou com envolvimento articular. No entanto, o tratamento cirúrgico apresentou taxas mais altas de complicações pós-operatórias, como infecção e falha de fixação, que frequentemente requeriam intervenções adicionais. O tratamento conservador foi associado a uma recuperação mais lenta, mas com menor incidência de complicações graves. A satisfação do paciente foi alta em ambos os grupos, com preferências individuais variando com base nas expectativas de recuperação e nos riscos percebidos. A escolha entre tratamento conservador e cirúrgico deve ser individualizada, levando em consideração a natureza da fratura, o risco de complicações e os objetivos funcionais do paciente. Ambos os tratamentos têm suas indicações e implicações. O tratamento conservador pode ser preferido em fraturas estáveis e em pacientes com comorbidades que contraindiquem cirurgia. Já o tratamento cirúrgico é mais indicado para fraturas instáveis ou deslocadas, embora apresente um risco maior de complicações. A escolha do tratamento deve ser baseada em uma avaliação detalhada do tipo de fratura, das condições clínicas do paciente e dos objetivos terapêuticos, sempre com a participação ativa do paciente na decisão.
Authors
- Tiago Santos (ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8729-2787)
- Liliana Fonseca (ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3318-8308)
Institutions
- Hospital São Rafael (BR)
- Secretaria da Educação do Estado da Bahia (BR)
- Hospital Ana Nery (BR)
Publication Details
- Journal
- Journal of the Foot & Ankle
- Published
- 2025-12-05
- DOI
- https://doi.org/10.30795/jfootankle.2025.v19.1914
- Primary Topic
- Veterinary Orthopedics and Neurology
- Type
- article
- Field-Weighted Citation Impact
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