PREVALÊNCIA DAS REAÇÕES ADVERSAS EM DOADORES DE SANGUE DO VITA HEMOTERAPIA DA BAHIA

A doação de sangue é um ato altruísta e totalmente voluntário. Consiste em um procedimento seguro, predominantemente sem complicações que pode salvar vidas. Menos de 2% da população brasileira doa sangue regularmente, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O índice está dentro do intervalo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que varia de 1 a 3%, mas não é suficiente para atender a demanda do país. De acordo com o Marco Conceitual e Operacional de Hemovigilância da Agência e Vigilância Sanitária (ANVISA), ocasionalmente algum doador poderá apresentar reações adversa. Porém é muito raro o doador precisar ser hospitalizado. Conforme orientação da legislação vigente, o volume de sangue total a ser coletado deve ser de 450 ml ±45 ml, aos quais podem ser acrescidos 30 ml, no máximo, para exames laboratoriais. Verificar a frequência das reações adversas dos doadores do Banco de Sangue Vita Hemoterapia da Bahia, durante e/ou após a doação. Foi realizado um estudo retrospectivo a partir de janeiro de janeiro 2023 até julho de 2025. Dos 46.332 doadores aptos no período (38,53 % mulheres e 61,47% homens), 31.730 (68,48%) foram doações de 1ª vez, 8.875 (19,16 %) foram doadores esporádicos e 5.727 (12,36 %) foram doadores de repetição. Dos 9.906 doadores inaptos na triagem clínica, 4.833 (48,79 %) foram mulheres e 5.073 (51,21 %) homens. Dessas doações analisadas, 1.738 eventos adversos foram observados no período, o que representa 3,75′%. Não houve diferença relevante entre o sexo feminino e sexo o masculino, sendo 47,87% e 52,13% respectivamente. Dentre as reações adversas a de maior prevalência foi a sistêmica/vasovagal 657 (37,80%) seguida de reação local/hematoma 12 (0,7%). Dentre as manifestações clínicas da reação sistêmica vasovagal destaca-se: tontura 509 (29,2%), náuseas 30 (1,73%), desmaio 30 (1,73%), vômito 13 (0,75%), palidez cutânea 11 (0,63 %), sudorese 11 (0,63 %), convulsão leve 4 (0,23%), hipotensão 4 (0,23%) e hipertensão 3 (0,17%). As reações leves (tontura, palidez, náuseas) predominaram dentre os tipos de reações identificadas, com um total de 550 (83,71%%); as reações moderadas (desmaio, hipotensão, hipertensão, convulsão leve) vêm em seguida, com 41 casos (6,24%). Constatou-se que tontura foi a manifestação clínica mais recorrente entre as reações adversas analisadas, para tentar reduzir esse número, quando o doador ficar por mais de duas horas aguardando, é fundamental incentivar o consumo de água para manter a hidratação e distribuir um chocolate para prevenir hipoglicemia. A equipe de enfermagem tem uma assistência diferenciada para o doador com risco de queda ou algum histórico de desmaios, já iniciando a doação na posição de Trendelenburg e uso de pulseira vermelha. Apesar da pequena quantidade da reação local hematoma, a equipe da coleta orienta o doador sobre como proceder para prevenção do surgimento dele e alguns casos que precisam de cuidados maiores, a enfermeira realiza contato com os doadores no dia seguinte à sua doação. Esta estratégia oferece uma atenção especial ao doador, mostrando preocupação com o seu bem-estar, permitindo através desse contato orientá-lo adequadamente e auxiliar na fidelização dos doadores pela atenção especial realizada aos mesmos.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.105775
Primary Topic
Blood donation and transfusion practices
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
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PREVALÊNCIA DAS REAÇÕES ADVERSAS EM DOADORES DE SANGUE DO VITA HEMOTERAPIA DA BAHIA

I.C. Santos, S. F. Souza, Emanuel Vedovetto Santos, M.E. Rodirgues Viera de Jesus et al.
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Blood donation and transfusion practices
article

PREVALÊNCIA DAS REAÇÕES ADVERSAS EM DOADORES DE SANGUE DO VITA HEMOTERAPIA DA BAHIA

I.C. Santos, S. F. Souza, Emanuel Vedovetto Santos, M.E. Rodirgues Viera de Jesus, Oscar Oliveira Santos, A Soares, Antonio Thiago da Silva Santos, Thalyta Thayanny Santos Souza, Carlos Jesús
article en

Abstract

A doação de sangue é um ato altruísta e totalmente voluntário. Consiste em um procedimento seguro, predominantemente sem complicações que pode salvar vidas. Menos de 2% da população brasileira doa sangue regularmente, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O índice está dentro do intervalo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que varia de 1 a 3%, mas não é suficiente para atender a demanda do país. De acordo com o Marco Conceitual e Operacional de Hemovigilância da Agência e Vigilância Sanitária (ANVISA), ocasionalmente algum doador poderá apresentar reações adversa. Porém é muito raro o doador precisar ser hospitalizado. Conforme orientação da legislação vigente, o volume de sangue total a ser coletado deve ser de 450 ml ±45 ml, aos quais podem ser acrescidos 30 ml, no máximo, para exames laboratoriais. Verificar a frequência das reações adversas dos doadores do Banco de Sangue Vita Hemoterapia da Bahia, durante e/ou após a doação. Foi realizado um estudo retrospectivo a partir de janeiro de janeiro 2023 até julho de 2025. Dos 46.332 doadores aptos no período (38,53 % mulheres e 61,47% homens), 31.730 (68,48%) foram doações de 1ª vez, 8.875 (19,16 %) foram doadores esporádicos e 5.727 (12,36 %) foram doadores de repetição. Dos 9.906 doadores inaptos na triagem clínica, 4.833 (48,79 %) foram mulheres e 5.073 (51,21 %) homens. Dessas doações analisadas, 1.738 eventos adversos foram observados no período, o que representa 3,75′%. Não houve diferença relevante entre o sexo feminino e sexo o masculino, sendo 47,87% e 52,13% respectivamente. Dentre as reações adversas a de maior prevalência foi a sistêmica/vasovagal 657 (37,80%) seguida de reação local/hematoma 12 (0,7%). Dentre as manifestações clínicas da reação sistêmica vasovagal destaca-se: tontura 509 (29,2%), náuseas 30 (1,73%), desmaio 30 (1,73%), vômito 13 (0,75%), palidez cutânea 11 (0,63 %), sudorese 11 (0,63 %), convulsão leve 4 (0,23%), hipotensão 4 (0,23%) e hipertensão 3 (0,17%). As reações leves (tontura, palidez, náuseas) predominaram dentre os tipos de reações identificadas, com um total de 550 (83,71%%); as reações moderadas (desmaio, hipotensão, hipertensão, convulsão leve) vêm em seguida, com 41 casos (6,24%). Constatou-se que tontura foi a manifestação clínica mais recorrente entre as reações adversas analisadas, para tentar reduzir esse número, quando o doador ficar por mais de duas horas aguardando, é fundamental incentivar o consumo de água para manter a hidratação e distribuir um chocolate para prevenir hipoglicemia. A equipe de enfermagem tem uma assistência diferenciada para o doador com risco de queda ou algum histórico de desmaios, já iniciando a doação na posição de Trendelenburg e uso de pulseira vermelha. Apesar da pequena quantidade da reação local hematoma, a equipe da coleta orienta o doador sobre como proceder para prevenção do surgimento dele e alguns casos que precisam de cuidados maiores, a enfermeira realiza contato com os doadores no dia seguinte à sua doação. Esta estratégia oferece uma atenção especial ao doador, mostrando preocupação com o seu bem-estar, permitindo através desse contato orientá-lo adequadamente e auxiliar na fidelização dos doadores pela atenção especial realizada aos mesmos.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
Instituto Federal da Bahia (BR)
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Blood donation and transfusion practices
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