USO DA CITOMETRIA DE FLUXO NO DIAGNÓSTICO DE LEUCEMIAS

A citometria de fluxo (CMF) é uma técnica multiparamétrica que utiliza laser óptico para analisar características de células em suspensão, como morfologia, tamanho, complexidade e expressão de antígenos de superfície. Na hematologia, a CMF é fundamental para o diagnóstico, classificação, prognóstico e monitoramento de leucemias, permitindo a identificação de subtipos específicos, como leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfoide aguda (LLA) e leucemia linfoide crônica (LLC). A imunofenotipagem por CMF detecta marcadores celulares, orientando a terapêutica e a detecção de recidivas, contribuindo para melhores desfechos clínicos. Revisar a literatura para avaliar o papel da citometria de fluxo no diagnóstico, classificação e monitoramento de leucemias, destacando sua relevância na prática clínica hematológica. Foi realizada uma revisão bibliográfica de artigos publicados entre 1997 e 2023, em português, inglês e espanhol, nas bases Scientific Electronic Library Online (Scielo) e Google Acadêmico. Os descritores utilizados foram “leucemias”, “citometria de fluxo” e “imunofenotipagem”. Foram selecionados artigos que abordavam o uso da CMF no diagnóstico, classificação e monitoramento de leucemias. A análise foi qualitativa e quantitativa, organizando as informações para identificar o papel da técnica no manejo clínico. A CMF analisa até 10^6 células por minuto, medindo dispersão de luz e fluorescência de anticorpos monoclonais marcados com fluorocromos. Seus cinco sistemas (fluido, óptico, eletrônico, amplificação e computacional) garantem alta precisão na separação, contagem e caracterização celular. A imunofenotipagem identifica marcadores específicos, como CD33, CD13 e CD117 para LMA, CD19, CD22 e CD79a para LLA-B, e CD3 e CD7 para LLA-T, permitindo a diferenciação de subtipos leucêmicos. A técnica é crucial para casos como LMA-M0 e LMA megacariocítica, identificada por marcadores como CD41 e CD61, que desafiam métodos citoquímicos convencionais. A CMF é superior a métodos tradicionais por detectar alterações sutis nas células sanguíneas, especialmente em leucemias indiferenciadas e anemia hemolítica. Avanços recentes, como o uso de múltiplos fluorocromos e softwares especializados, aumentaram sua sensibilidade, possibilitando a análise de pequenas populações celulares e a identificação de antígenos aberrantes. A técnica monitora a resposta terapêutica e detecta doença residual mínima, permitindo ajustes no tratamento. Na hematopoiese, erros que levam à proliferação descontrolada de leucócitos são identificados pela CMF, contribuindo para o diagnóstico diferencial e o planejamento terapêutico. A capacidade de detectar leucemias bifenotípicas e avaliar clonalidade reforça sua relevância clínica. A citometria de fluxo é indispensável no diagnóstico e manejo de leucemias, oferecendo alta sensibilidade e especificidade na identificação de subtipos leucêmicos. A imunofenotipagem permite classificação precisa, monitoramento terapêutico e detecção de recidivas, contribuindo para terapias individualizadas. Avanços tecnológicos reforçam sua importância na hematologia, promovendo melhores prognósticos e qualidade de vida para os pacientes.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.104343
Primary Topic
Digital Imaging for Blood Diseases
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
0.00
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article

USO DA CITOMETRIA DE FLUXO NO DIAGNÓSTICO DE LEUCEMIAS

T. G. F. da Silva
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Digital Imaging for Blood Diseases
article

USO DA CITOMETRIA DE FLUXO NO DIAGNÓSTICO DE LEUCEMIAS

T. G. F. da Silva
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Abstract

A citometria de fluxo (CMF) é uma técnica multiparamétrica que utiliza laser óptico para analisar características de células em suspensão, como morfologia, tamanho, complexidade e expressão de antígenos de superfície. Na hematologia, a CMF é fundamental para o diagnóstico, classificação, prognóstico e monitoramento de leucemias, permitindo a identificação de subtipos específicos, como leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfoide aguda (LLA) e leucemia linfoide crônica (LLC). A imunofenotipagem por CMF detecta marcadores celulares, orientando a terapêutica e a detecção de recidivas, contribuindo para melhores desfechos clínicos. Revisar a literatura para avaliar o papel da citometria de fluxo no diagnóstico, classificação e monitoramento de leucemias, destacando sua relevância na prática clínica hematológica. Foi realizada uma revisão bibliográfica de artigos publicados entre 1997 e 2023, em português, inglês e espanhol, nas bases Scientific Electronic Library Online (Scielo) e Google Acadêmico. Os descritores utilizados foram “leucemias”, “citometria de fluxo” e “imunofenotipagem”. Foram selecionados artigos que abordavam o uso da CMF no diagnóstico, classificação e monitoramento de leucemias. A análise foi qualitativa e quantitativa, organizando as informações para identificar o papel da técnica no manejo clínico. A CMF analisa até 10^6 células por minuto, medindo dispersão de luz e fluorescência de anticorpos monoclonais marcados com fluorocromos. Seus cinco sistemas (fluido, óptico, eletrônico, amplificação e computacional) garantem alta precisão na separação, contagem e caracterização celular. A imunofenotipagem identifica marcadores específicos, como CD33, CD13 e CD117 para LMA, CD19, CD22 e CD79a para LLA-B, e CD3 e CD7 para LLA-T, permitindo a diferenciação de subtipos leucêmicos. A técnica é crucial para casos como LMA-M0 e LMA megacariocítica, identificada por marcadores como CD41 e CD61, que desafiam métodos citoquímicos convencionais. A CMF é superior a métodos tradicionais por detectar alterações sutis nas células sanguíneas, especialmente em leucemias indiferenciadas e anemia hemolítica. Avanços recentes, como o uso de múltiplos fluorocromos e softwares especializados, aumentaram sua sensibilidade, possibilitando a análise de pequenas populações celulares e a identificação de antígenos aberrantes. A técnica monitora a resposta terapêutica e detecta doença residual mínima, permitindo ajustes no tratamento. Na hematopoiese, erros que levam à proliferação descontrolada de leucócitos são identificados pela CMF, contribuindo para o diagnóstico diferencial e o planejamento terapêutico. A capacidade de detectar leucemias bifenotípicas e avaliar clonalidade reforça sua relevância clínica. A citometria de fluxo é indispensável no diagnóstico e manejo de leucemias, oferecendo alta sensibilidade e especificidade na identificação de subtipos leucêmicos. A imunofenotipagem permite classificação precisa, monitoramento terapêutico e detecção de recidivas, contribuindo para terapias individualizadas. Avanços tecnológicos reforçam sua importância na hematologia, promovendo melhores prognósticos e qualidade de vida para os pacientes.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
Fundação de Apoio a Pesquisa do Estado de Goiás (BR)
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Digital Imaging for Blood Diseases
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