FREQUÊNCIA DE HEMOLISINA ANTI-A E ANTI-B EM DOADORES DE PLAQUETAS POR AFÉRESE DO GRUPO NO BANCO DE SANGUE SANTA TERESA) UNIDADE GSH) - PETRÓPOLIS - RJ

A descoberta do sistema ABO, que ocorreu em 1900, permitiu a compreensão para o desenvolvimento das práticas transfusionais seguras. A transfusão sem compatibilidade ABO, leva a uma reação hemolítica intravascular, que consiste em uma reação transfusional aguda grave, que pode levar a morte. Os anticorpos contra os antígenos A e/ou B estão presentes de acordo com a sua presença nas hemácias. Há casos de reações hemolíticas por plasma incompatível na literatura, porém há pequena quantidade de estudos sobre as hemolisinas anti-A e anti-B e a real importância desses anticorpos na prática transfusional. A Portaria de Consolidação n° 5/2017 do MS, anexo IV, recomenda a realização do teste de hemolisinas para transfusões de plaquetas não isogrupo utilizando um método qualitativo com incubação a 37°C. Componentes sanguíneos com resultados de hemólise total ou parcial devem ser evitados em transfusões não isogrupo. Verificar a titulação e a freqüência de hemolisinas Anti-A e Anti-B em plaquetas coletadas por aférese, de doadores do grupo O no BSST. Foram avaliadas 139 eventos de doações de plaquetas por aférese em doadores do grupo O. A titulação e a presença da Anti-hemolisina A e B foram coletados através do sistema Real Blood, que é o utilizado no BSST. Pessoas pertencentes ao grupo O apresentam de forma natural a presença de anticorpos anti-A, anti-B em seu soro/plasma. A doação de plaqueta por aférese, prática essencial para ajustes dos estoques, geram a produção de hemocomponente com grande quantidade de plasma, sendo assim uma preocupação para transfusões não-isogrupo, mesmo em doadores não considerados como “ O perigoso” (superior a 1/100). Assim, a rotina criada dentro da prática do GSH, que define que a presença de titulação acima de 1/64 dever ter o grupo sanguíneo respeitado na transfusão demonstra ser adequada pois apenas 33,8% apresentavam titulação abaixo desse corte, e poderia levar a reação transfusional e exclusão desses doadores para aférese de plaquetas, que é fundamental para os estoques. A nossa incidência de titulação alta foi maior que a encontrada na literatura. A titulação acima de 1/100 define o doador "O" como perigoso. Dessa forma, entendemos que a rotina estabelecida pelo GSH, assim como o teste que vem sido utilizado se encontra suficiente para detecção de títulos altos que poderiam gerar risco de reação transfusional em casos de transfusões em receptores pertencentes a outros grupos sanguíneos. Não tivemos nenhuma ocorrência de reação nas transfusões não-isogrupo. https://doi.org/10.1590/S1516-84842004000100006- Anti-A and anti-B hemolysin frequencies in blood donors from the Hemotherapy Center of Unesp, Botucatu.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.105740
Primary Topic
Blood donation and transfusion practices
Type
article
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FREQUÊNCIA DE HEMOLISINA ANTI-A E ANTI-B EM DOADORES DE PLAQUETAS POR AFÉRESE DO GRUPO NO BANCO DE SANGUE SANTA TERESA) UNIDADE GSH) - PETRÓPOLIS - RJ

MZ Colonese, Carlos Manuel Duarte, Morganna Pollynne Nóbrega Pinheiro
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Blood donation and transfusion practices
article

FREQUÊNCIA DE HEMOLISINA ANTI-A E ANTI-B EM DOADORES DE PLAQUETAS POR AFÉRESE DO GRUPO NO BANCO DE SANGUE SANTA TERESA) UNIDADE GSH) - PETRÓPOLIS - RJ

MZ Colonese, Carlos Manuel Duarte, Morganna Pollynne Nóbrega Pinheiro
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Abstract

A descoberta do sistema ABO, que ocorreu em 1900, permitiu a compreensão para o desenvolvimento das práticas transfusionais seguras. A transfusão sem compatibilidade ABO, leva a uma reação hemolítica intravascular, que consiste em uma reação transfusional aguda grave, que pode levar a morte. Os anticorpos contra os antígenos A e/ou B estão presentes de acordo com a sua presença nas hemácias. Há casos de reações hemolíticas por plasma incompatível na literatura, porém há pequena quantidade de estudos sobre as hemolisinas anti-A e anti-B e a real importância desses anticorpos na prática transfusional. A Portaria de Consolidação n° 5/2017 do MS, anexo IV, recomenda a realização do teste de hemolisinas para transfusões de plaquetas não isogrupo utilizando um método qualitativo com incubação a 37°C. Componentes sanguíneos com resultados de hemólise total ou parcial devem ser evitados em transfusões não isogrupo. Verificar a titulação e a freqüência de hemolisinas Anti-A e Anti-B em plaquetas coletadas por aférese, de doadores do grupo O no BSST. Foram avaliadas 139 eventos de doações de plaquetas por aférese em doadores do grupo O. A titulação e a presença da Anti-hemolisina A e B foram coletados através do sistema Real Blood, que é o utilizado no BSST. Pessoas pertencentes ao grupo O apresentam de forma natural a presença de anticorpos anti-A, anti-B em seu soro/plasma. A doação de plaqueta por aférese, prática essencial para ajustes dos estoques, geram a produção de hemocomponente com grande quantidade de plasma, sendo assim uma preocupação para transfusões não-isogrupo, mesmo em doadores não considerados como “ O perigoso” (superior a 1/100). Assim, a rotina criada dentro da prática do GSH, que define que a presença de titulação acima de 1/64 dever ter o grupo sanguíneo respeitado na transfusão demonstra ser adequada pois apenas 33,8% apresentavam titulação abaixo desse corte, e poderia levar a reação transfusional e exclusão desses doadores para aférese de plaquetas, que é fundamental para os estoques. A nossa incidência de titulação alta foi maior que a encontrada na literatura. A titulação acima de 1/100 define o doador "O" como perigoso. Dessa forma, entendemos que a rotina estabelecida pelo GSH, assim como o teste que vem sido utilizado se encontra suficiente para detecção de títulos altos que poderiam gerar risco de reação transfusional em casos de transfusões em receptores pertencentes a outros grupos sanguíneos. Não tivemos nenhuma ocorrência de reação nas transfusões não-isogrupo. https://doi.org/10.1590/S1516-84842004000100006- Anti-A and anti-B hemolysin frequencies in blood donors from the Hemotherapy Center of Unesp, Botucatu.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
Faculdade de Medicina de Petrópolis (BR), Universidade Católica de Petrópolis (BR)
Openalex Percentile: Top 58%
Blood donation and transfusion practices
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