PERFIL DE DOADORES DE SANGUE COM ANTICORPOS IRREGULARES ANTI-ERITROCITÁRIOS NO HEMOCENTRO DO MARANHÃO

De acordo com a portaria de consolidação n° 5 de 28 de setembro de 2017 do Ministério da Saúde, um dos testes obrigatórios para liberação de hemocomponentes é a realização da Pesquisa de Anticorpos Antieritrocitários Irregulares (P.A.I). Transfundir tais hemocomponentes de forma passiva pode expor o receptor a riscos de reações transfusionais, como hemólise. (Vargas et al, 2022). Identificar o perfil dos doadores de sangue com pesquisa de anticorpos irregulares positiva e quais anticorpos são mais prevalentes no Hemocentro do Maranhão. Trata-se de um estudo retrospectivo e descritivo com abordagem quantitativa. Foram incluídas as doações realizadas no Hemocentro do Maranhão entre janeiro de 2024 e julho de 2025. Tendo como critérios de inclusão fenotipagem ABO/Rh/K com pesquisa de anticorpos irregulares positivos. Sendo excluídos todos os que não foram identificados. Foram analisados 264 painéis de identificação de anticorpos. Destes, 39 foram excluídos por estarem caracterizados como “IgG não identificado”. Dos 225 incluídos, 95 eram do grupo sanguíneo O+, 42 O-, 46 A+, 6A-, 23 B+, 6B-, 8 AB+, 1 AB-. Dos anticorpos identificados, o mais prevalente foi o Anti-M com 40% dos casos, seguido do Anti-D 17,3%, Anti-E 10,7%, Anti-Leª 6%, Anti-Diª 5,7%, Anti-K 3,5% Anti-N 2,2% Anti-Leb 1,7% Anti-S 1,3% Anti-Luª, Anti-Fyª, Anti- Cw ambos com 0,8%, Anti-e e Anti-Fyb ambos com 0,4%. Embora a identificação desses anticorpos tenha sido realizada com painéis de hemácias de fonte segura e confiável, não se sabe se estes foram formados naturalmente ou se algum dos doadores tenha tido aloimunização por outras causas, como gestação ou transfusão. Houve uma prevalência de casos de Anti-M, tal anticorpo é considerado como sendo de classe IgM com raríssimos casos de formação de IgG, desta forma a grande maioria provém de forma natural, não sendo necessariamente desenvolvido por aloimunização (KOURY, 2018). A identificação de anticorpos irregulares em doadores é crucial para garantir a segurança transfusional conforme preconizado na legislação vigente. A diversidade de anticorpos encontrados reforça a importância da triagem imunológica detalhada. Dessa forma, conhecer a frequência e natureza desses anticorpos contribui diretamente para a seleção adequada de hemocomponentes e para a prevenção de reações transfusionais.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.106031
Primary Topic
Blood donation and transfusion practices
Type
article
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PERFIL DE DOADORES DE SANGUE COM ANTICORPOS IRREGULARES ANTI-ERITROCITÁRIOS NO HEMOCENTRO DO MARANHÃO

NIM Tavares, TS dos Anjos, SileoniApdS, JdJM Rodrigues et al.
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Blood donation and transfusion practices
article

PERFIL DE DOADORES DE SANGUE COM ANTICORPOS IRREGULARES ANTI-ERITROCITÁRIOS NO HEMOCENTRO DO MARANHÃO

NIM Tavares, TS dos Anjos, SileoniApdS, JdJM Rodrigues, NNS Vigilato
article en

Abstract

De acordo com a portaria de consolidação n° 5 de 28 de setembro de 2017 do Ministério da Saúde, um dos testes obrigatórios para liberação de hemocomponentes é a realização da Pesquisa de Anticorpos Antieritrocitários Irregulares (P.A.I). Transfundir tais hemocomponentes de forma passiva pode expor o receptor a riscos de reações transfusionais, como hemólise. (Vargas et al, 2022). Identificar o perfil dos doadores de sangue com pesquisa de anticorpos irregulares positiva e quais anticorpos são mais prevalentes no Hemocentro do Maranhão. Trata-se de um estudo retrospectivo e descritivo com abordagem quantitativa. Foram incluídas as doações realizadas no Hemocentro do Maranhão entre janeiro de 2024 e julho de 2025. Tendo como critérios de inclusão fenotipagem ABO/Rh/K com pesquisa de anticorpos irregulares positivos. Sendo excluídos todos os que não foram identificados. Foram analisados 264 painéis de identificação de anticorpos. Destes, 39 foram excluídos por estarem caracterizados como “IgG não identificado”. Dos 225 incluídos, 95 eram do grupo sanguíneo O+, 42 O-, 46 A+, 6A-, 23 B+, 6B-, 8 AB+, 1 AB-. Dos anticorpos identificados, o mais prevalente foi o Anti-M com 40% dos casos, seguido do Anti-D 17,3%, Anti-E 10,7%, Anti-Leª 6%, Anti-Diª 5,7%, Anti-K 3,5% Anti-N 2,2% Anti-Leb 1,7% Anti-S 1,3% Anti-Luª, Anti-Fyª, Anti- Cw ambos com 0,8%, Anti-e e Anti-Fyb ambos com 0,4%. Embora a identificação desses anticorpos tenha sido realizada com painéis de hemácias de fonte segura e confiável, não se sabe se estes foram formados naturalmente ou se algum dos doadores tenha tido aloimunização por outras causas, como gestação ou transfusão. Houve uma prevalência de casos de Anti-M, tal anticorpo é considerado como sendo de classe IgM com raríssimos casos de formação de IgG, desta forma a grande maioria provém de forma natural, não sendo necessariamente desenvolvido por aloimunização (KOURY, 2018). A identificação de anticorpos irregulares em doadores é crucial para garantir a segurança transfusional conforme preconizado na legislação vigente. A diversidade de anticorpos encontrados reforça a importância da triagem imunológica detalhada. Dessa forma, conhecer a frequência e natureza desses anticorpos contribui diretamente para a seleção adequada de hemocomponentes e para a prevenção de reações transfusionais.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
Brazilian Micro and Small Enterprises Support Service (BR), Universidade Federal do Maranhão (BR)
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Blood donation and transfusion practices
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