AVALIAÇÃO DO ATENDIMENTO AOS PACIENTES COM DOENÇAS HEMATOLÓGICAS BENIGNAS E NEOPLÁSICAS BASEADO EM CONSULTAS, INTERNAÇÕES E TRATAMENTOS

A Hematologia abrange uma variedade de doenças, desde condições benignas até neoplásicas, gerando diferentes demandas para o sistema de saúde. Esse impacto pode ser avaliado por indicadores como número de consultas, internações e tipos de tratamento utilizados. Esse trabalho, no âmbito do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ, compara o número de consultas ambulatoriais no último ano (comparados com a média da população do SUS (2,3 consultas por habitante em 2019, SCHEFFER et al., 2023 https://www.fm.usp.br/fmusp/conteudo/DemografiaMedica2023.pdf), o número de internações nos últimos dois anos e o uso de tratamentos específicos de quatro doenças hematológicas: duas neoplásicas (mieloma múltiplo e síndromes mieloproliferativas) e duas benignas (anemia falciforme e púrpura trombocitopênica idiopática – PTI), com o objetivo de identificar padrões assistenciais e orientar o planejamento e a gestão em saúde. Este estudo retrospectivo, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, analisou 213 pacientes atendidos nos ambulatórios de hematologia entre dezembro e março de 2025: 57 com mieloma múltiplo (MM), 32 com púrpura trombocitopênica idiopática (PTI), 71 com anemia falciforme (AF) e 53 com neoplasias mieloproliferativas (MP). Os dados, como informações de consultas, internações e tratamentos foram coletados por meio da revisão de prontuários eletrônicos do sistema PRONT−HU e fichas físicas do serviço de hematologia, organizados em Excel e exportados para o software JAMOVI versão 2.6.44. Foram calculadas as medianas de consultas e internações por grupo (benignas ou neoplásicas) e por diagnóstico, e as proporções de uso de tratamento específico foram expressas em percentuais. A análise estatística utilizou os testes do qui−quadrado e ANOVA (Kruskal−Wallis). Mediana de consultas em 12 meses: AF 6 (1−12); PTI 5 (1−11); MP 6 (3−11); MM 9 (3−20). Doenças neoplásicas tiveram maior número de consultas (p < 0,001). Entre as doenças, apenas MM teve mais consultas do que MP, AF e PTI (p < 0,001 para cada uma). As internações por doença foram: PTI 33%, AF 41%, MP 21% e MM 56% (PTI vs . AF, p = 0,53; MP vs . MM, p = 0,001; PTI vs . MP p = 0,17; PTI vs . MM, p = 0,05; AF vs . MP, p = 0,02; AF vs . MM, p = 0,09). Pacientes em tratamento específico para a doença hematológica: AF 27%, PTI 56%, MP 28% e MM 81% (todas com p < 0,02 entre si exceto AF vs MP). Os pacientes estudados realizaram mais consultas médicas do que a média da população do SUS independente do diagnóstico. Pacientes com MM realizaram maior número de consultas que os demais. Em relação às internações, pacientes com MM internaram mais do que MP e PTI. Já pacientes com AF internaram mais do que MP. Entre as doenças analisadas, pacientes com MM tem o maior percentual de tratamento específico, seguidos de PTI. Nosso estudo identificou a necessidade de melhorias de assistência para diminuição do número de consultas(principalmente em MM) e das internações (principalmente em AF e MM). Exemplos são: aumento no fornecimento de hidroxiurea para pacientes com AF e maior envolvimento dos centros de saúde primária.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.105275
Primary Topic
Women's cancer prevention and management
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
0.00
Controls
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ALL TIME
JAN
FEB
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JUN
JUL
AUG
SEP
OCT
article

AVALIAÇÃO DO ATENDIMENTO AOS PACIENTES COM DOENÇAS HEMATOLÓGICAS BENIGNAS E NEOPLÁSICAS BASEADO EM CONSULTAS, INTERNAÇÕES E TRATAMENTOS

R Schaffel, Laelson Rochelle Milanês Sousa, Paulo Santos, Rafael da Silva Costa et al.
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Women's cancer prevention and management
article

AVALIAÇÃO DO ATENDIMENTO AOS PACIENTES COM DOENÇAS HEMATOLÓGICAS BENIGNAS E NEOPLÁSICAS BASEADO EM CONSULTAS, INTERNAÇÕES E TRATAMENTOS

R Schaffel, Laelson Rochelle Milanês Sousa, Paulo Santos, Rafael da Silva Costa, G Estavarengo
article en

Abstract

A Hematologia abrange uma variedade de doenças, desde condições benignas até neoplásicas, gerando diferentes demandas para o sistema de saúde. Esse impacto pode ser avaliado por indicadores como número de consultas, internações e tipos de tratamento utilizados. Esse trabalho, no âmbito do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ, compara o número de consultas ambulatoriais no último ano (comparados com a média da população do SUS (2,3 consultas por habitante em 2019, SCHEFFER et al., 2023 https://www.fm.usp.br/fmusp/conteudo/DemografiaMedica2023.pdf), o número de internações nos últimos dois anos e o uso de tratamentos específicos de quatro doenças hematológicas: duas neoplásicas (mieloma múltiplo e síndromes mieloproliferativas) e duas benignas (anemia falciforme e púrpura trombocitopênica idiopática – PTI), com o objetivo de identificar padrões assistenciais e orientar o planejamento e a gestão em saúde. Este estudo retrospectivo, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, analisou 213 pacientes atendidos nos ambulatórios de hematologia entre dezembro e março de 2025: 57 com mieloma múltiplo (MM), 32 com púrpura trombocitopênica idiopática (PTI), 71 com anemia falciforme (AF) e 53 com neoplasias mieloproliferativas (MP). Os dados, como informações de consultas, internações e tratamentos foram coletados por meio da revisão de prontuários eletrônicos do sistema PRONT−HU e fichas físicas do serviço de hematologia, organizados em Excel e exportados para o software JAMOVI versão 2.6.44. Foram calculadas as medianas de consultas e internações por grupo (benignas ou neoplásicas) e por diagnóstico, e as proporções de uso de tratamento específico foram expressas em percentuais. A análise estatística utilizou os testes do qui−quadrado e ANOVA (Kruskal−Wallis). Mediana de consultas em 12 meses: AF 6 (1−12); PTI 5 (1−11); MP 6 (3−11); MM 9 (3−20). Doenças neoplásicas tiveram maior número de consultas (p < 0,001). Entre as doenças, apenas MM teve mais consultas do que MP, AF e PTI (p < 0,001 para cada uma). As internações por doença foram: PTI 33%, AF 41%, MP 21% e MM 56% (PTI vs . AF, p = 0,53; MP vs . MM, p = 0,001; PTI vs . MP p = 0,17; PTI vs . MM, p = 0,05; AF vs . MP, p = 0,02; AF vs . MM, p = 0,09). Pacientes em tratamento específico para a doença hematológica: AF 27%, PTI 56%, MP 28% e MM 81% (todas com p < 0,02 entre si exceto AF vs MP). Os pacientes estudados realizaram mais consultas médicas do que a média da população do SUS independente do diagnóstico. Pacientes com MM realizaram maior número de consultas que os demais. Em relação às internações, pacientes com MM internaram mais do que MP e PTI. Já pacientes com AF internaram mais do que MP. Entre as doenças analisadas, pacientes com MM tem o maior percentual de tratamento específico, seguidos de PTI. Nosso estudo identificou a necessidade de melhorias de assistência para diminuição do número de consultas(principalmente em MM) e das internações (principalmente em AF e MM). Exemplos são: aumento no fornecimento de hidroxiurea para pacientes com AF e maior envolvimento dos centros de saúde primária.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
Hospital Universitário Pedro Ernesto (BR)
Openalex Percentile: Top 58%
Women's cancer prevention and management
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