SOBRECARGA VOLÊMICA ASSOCIADA À TRANSFUSÃO: INCIDÊNCIA E FATORES DE RISCO EM HOSPITAIS DE SÃO LUÍS (MA)

A sobrecarga volêmica associada à transfusão (TACO) é caracterizada pelo aumento do volume circulante além da capacidade cardíaca, resultando em sintomas como dispneia, hipertensão e edema pulmonar.[1] Afeta principalmente idosos, crianças e pacientes com insuficiência cardíaca, renal ou baixo peso.[2] Identificar precocemente fatores de risco – como volume e velocidade da infusão – essencial para prevenir e reduzir a morbimortalidade. Determinar a incidência de TACO em hospitais atendidos pelo Grupo Gestor de Hemoterapia (GSH) em São Luís (MA e identificar fatores de risco associados. Estudo descritivo e retrospectivo, de junho/2023 a junho/2025. Incluíram-se pacientes com reações transfusionais classificadas como TACO, excluindo-se outras reações. Os dados foram coletados das agências transfusionais do Grupo GSH, abrangendo características clínicas, tipo e número de hemocomponentes, intervalo entre transfusões e condutas adotadas. Foram registradas 117 reações transfusionais em 20.312 transfusões no período, com 7 casos classificados como TACO (0,034%). Desses, 6 apresentavam cardiopatias e/ou doença renal crônica. A média de idade foi 85 anos, exceto um paciente de 36 anos com leucemia submetido a múltiplas transfusões. As condutas adotadas incluíram raio-X de tórax, uso de diuréticos e monitoramento cardíaco e renal. Nenhum paciente foi a óbito. A TACO está associada a condições como idade avançada, disfunções cardíacas ou renais e práticas transfusionais inadequadas (infusão rápida, grandes volumes, múltiplos hemocomponentes em sequência). A ausência de monitoramento pode aumentar o risco.[4] A ausência de óbitos sugere eficácia das condutas adotadas. A TACO é subnotificada, dificultando estimativas precisas.[5] A falta de definição padronizada e o desconhecimento da equipe dificultam a identificação. Dados do FDA (2021) apontam que TACO foi responsável por 34% das mortes transfusionais entre 2016 e 2020. Os achados reforçam a importância da prevenção. TACO é uma reação grave, mas evitável. A prevenção envolve avaliação pré-transfusional criteriosa, infusão lenta em grupos de risco, uso de diuréticos e monitoramento rigoroso. Apesar da baixa incidência observada, reforça a capacitação das equipes e a notificação para garantir segurança transfusional.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.105950
Primary Topic
Blood transfusion and management
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
0.00
Controls
|||
ALL TIME
JAN
FEB
MAR
APR
MAY
JUN
JUL
AUG
SEP
OCT
article

SOBRECARGA VOLÊMICA ASSOCIADA À TRANSFUSÃO: INCIDÊNCIA E FATORES DE RISCO EM HOSPITAIS DE SÃO LUÍS (MA)

E. R. C. Lopes, M.L. Figueiredo, AM Ribeiro, Gonçalo Mendes et al.
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Blood transfusion and management
article

SOBRECARGA VOLÊMICA ASSOCIADA À TRANSFUSÃO: INCIDÊNCIA E FATORES DE RISCO EM HOSPITAIS DE SÃO LUÍS (MA)

E. R. C. Lopes, M.L. Figueiredo, AM Ribeiro, Gonçalo Mendes, Nadir Pessoa Tavares, TDL Santos, JPL Amorim, Georgina Agnelo de Lima, GS Serejo
article en

Abstract

A sobrecarga volêmica associada à transfusão (TACO) é caracterizada pelo aumento do volume circulante além da capacidade cardíaca, resultando em sintomas como dispneia, hipertensão e edema pulmonar.[1] Afeta principalmente idosos, crianças e pacientes com insuficiência cardíaca, renal ou baixo peso.[2] Identificar precocemente fatores de risco – como volume e velocidade da infusão – essencial para prevenir e reduzir a morbimortalidade. Determinar a incidência de TACO em hospitais atendidos pelo Grupo Gestor de Hemoterapia (GSH) em São Luís (MA e identificar fatores de risco associados. Estudo descritivo e retrospectivo, de junho/2023 a junho/2025. Incluíram-se pacientes com reações transfusionais classificadas como TACO, excluindo-se outras reações. Os dados foram coletados das agências transfusionais do Grupo GSH, abrangendo características clínicas, tipo e número de hemocomponentes, intervalo entre transfusões e condutas adotadas. Foram registradas 117 reações transfusionais em 20.312 transfusões no período, com 7 casos classificados como TACO (0,034%). Desses, 6 apresentavam cardiopatias e/ou doença renal crônica. A média de idade foi 85 anos, exceto um paciente de 36 anos com leucemia submetido a múltiplas transfusões. As condutas adotadas incluíram raio-X de tórax, uso de diuréticos e monitoramento cardíaco e renal. Nenhum paciente foi a óbito. A TACO está associada a condições como idade avançada, disfunções cardíacas ou renais e práticas transfusionais inadequadas (infusão rápida, grandes volumes, múltiplos hemocomponentes em sequência). A ausência de monitoramento pode aumentar o risco.[4] A ausência de óbitos sugere eficácia das condutas adotadas. A TACO é subnotificada, dificultando estimativas precisas.[5] A falta de definição padronizada e o desconhecimento da equipe dificultam a identificação. Dados do FDA (2021) apontam que TACO foi responsável por 34% das mortes transfusionais entre 2016 e 2020. Os achados reforçam a importância da prevenção. TACO é uma reação grave, mas evitável. A prevenção envolve avaliação pré-transfusional criteriosa, infusão lenta em grupos de risco, uso de diuréticos e monitoramento rigoroso. Apesar da baixa incidência observada, reforça a capacitação das equipes e a notificação para garantir segurança transfusional.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
Universidade Federal da Bahia (BR), Sociedade Brasileira de Educação Matemática (BR), Universidade Luterana do Brasil (BR)
Openalex Percentile: Top 69%
Blood transfusion and management
AI Navigator

Ask Laika to Summarize, Analyze, and Connect papers live on the map.

Summarize Papers & Methodologies

Extract key findings, datasets, and comparative methods across publications.

Benchmark Rankings & Visual Analytics

Rank top research institutions, authors, funders, topics, and journals by Field-Weighted Citation Impact (FWCI) and paper volume with instant charts.

Connect Distant Disciplines

Bridge topological clusters on the map to find hidden collaborative intersections.