LINFOMA NÃO HODGKIN DE FOSSA NASAL DIREITA COM EXTENSO COMPROMETIMENTO E DESAFIOS NO MANEJO PALIATIVO: UM RELATO DE CASO

O Linfoma Não Hodgkin (LNH) extranodal NK/T é uma neoplasia hematológica agressiva, com curso frequentemente recidivante e difícil controle de sintomas, especialmente quando há comprometimento local extenso e envolvimento sistêmico. Este relato descreve um caso de LNH de fossa nasal direita com múltiplas manifestações e desafios terapêuticos e paliativos. Relatar um caso de Linfoma Não Hodgkin de fossa nasal direita com extenso comprometimento local e sistêmico, e discutir os obstáculos no manejo terapêutico, controle da dor, complicações infecciosas e a transição para cuidados paliativos. J.C.K., paciente masculino, 78 anos, carpinteiro e ex-tabagista (parou em 1984), sem comorbidades conhecidas e com histórico familiar de câncer de estômago. Em agosto de 2024, após cerca de 8 meses de sintomas como lacrimejamento bilateral, cefaleia frontal, rinorreia purulenta, obstrução nasal, cacosmia, abaulamento na base do nariz e epistaxes eventuais, foi diagnosticado com Linfoma Não Hodgkin de fossa nasal direita. A biópsia de setembro de 2024 revelou mucosa escamosa com hiperplasia do epitélio e processo linfoide severo, sendo o diagnóstico confirmado por imuno-histoquímica como provável linfoma extranodal NK/T. O caso demonstra a extrema complexidade do manejo do Linfoma Não Hodgkin extranodal com disseminação local e sistêmica. Mesmo após a quimioterapia inicial com boa resposta, a doença apresentou progressão local e múltiplas complicações, evidenciando a natureza agressiva e refratária do linfoma NK/T. A contraindicação da radioterapia terapêutica e a necessidade de manejo de lesões necróticas na orofaringe ressaltam os desafios em controlar a doença localmente. As frequentes internações e a ampla gama de complicações (febre, infecções, toxicidades hematológicas, disfunção renal, arritmia cardíaca) ilustram a fragilidade do paciente oncológico idoso e a dificuldade em manter a qualidade de vida diante de um quadro tão debilitante. A transição para cuidados paliativos foi uma decisão crucial, focada no controle da dor e do desconforto, priorizando o conforto do paciente e a comunicação com a família diante da irreversibilidade do quadro. A abordagem multidisciplinar, envolvendo Hematologia, Oncologia Clínica, Estomatologia, e a equipe de Cuidados Intensivos e Paliativos, foi fundamental para o manejo integrado dos sintomas e a tomada de decisões compartilhadas. Este relato evidencia os desafios clínicos do Linfoma Não Hodgkin avançado com extenso comprometimento local e sistêmico, e a transição para cuidados paliativos. A natureza crônica, agressiva e recorrente da doença exige vigilância contínua, decisões compartilhadas e atuação integrada entre as especialidades, com foco na qualidade de vida e no controle de sintomas, especialmente nos momentos finais da vida. O caso sublinha a importância de uma abordagem compassiva e paliativa para pacientes com doenças oncológicas avançadas e sem perspectiva de cura.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.105419
Primary Topic
Lymphoma Diagnosis and Treatment
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
0.00
Controls
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LINFOMA NÃO HODGKIN DE FOSSA NASAL DIREITA COM EXTENSO COMPROMETIMENTO E DESAFIOS NO MANEJO PALIATIVO: UM RELATO DE CASO

LM Pinheiro, CM Lucini, MFGM Fernandes, IM Almeida et al.
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Lymphoma Diagnosis and Treatment
article

LINFOMA NÃO HODGKIN DE FOSSA NASAL DIREITA COM EXTENSO COMPROMETIMENTO E DESAFIOS NO MANEJO PALIATIVO: UM RELATO DE CASO

LM Pinheiro, CM Lucini, MFGM Fernandes, IM Almeida, J Tessa, JwdO Romanov
article en

Abstract

O Linfoma Não Hodgkin (LNH) extranodal NK/T é uma neoplasia hematológica agressiva, com curso frequentemente recidivante e difícil controle de sintomas, especialmente quando há comprometimento local extenso e envolvimento sistêmico. Este relato descreve um caso de LNH de fossa nasal direita com múltiplas manifestações e desafios terapêuticos e paliativos. Relatar um caso de Linfoma Não Hodgkin de fossa nasal direita com extenso comprometimento local e sistêmico, e discutir os obstáculos no manejo terapêutico, controle da dor, complicações infecciosas e a transição para cuidados paliativos. J.C.K., paciente masculino, 78 anos, carpinteiro e ex-tabagista (parou em 1984), sem comorbidades conhecidas e com histórico familiar de câncer de estômago. Em agosto de 2024, após cerca de 8 meses de sintomas como lacrimejamento bilateral, cefaleia frontal, rinorreia purulenta, obstrução nasal, cacosmia, abaulamento na base do nariz e epistaxes eventuais, foi diagnosticado com Linfoma Não Hodgkin de fossa nasal direita. A biópsia de setembro de 2024 revelou mucosa escamosa com hiperplasia do epitélio e processo linfoide severo, sendo o diagnóstico confirmado por imuno-histoquímica como provável linfoma extranodal NK/T. O caso demonstra a extrema complexidade do manejo do Linfoma Não Hodgkin extranodal com disseminação local e sistêmica. Mesmo após a quimioterapia inicial com boa resposta, a doença apresentou progressão local e múltiplas complicações, evidenciando a natureza agressiva e refratária do linfoma NK/T. A contraindicação da radioterapia terapêutica e a necessidade de manejo de lesões necróticas na orofaringe ressaltam os desafios em controlar a doença localmente. As frequentes internações e a ampla gama de complicações (febre, infecções, toxicidades hematológicas, disfunção renal, arritmia cardíaca) ilustram a fragilidade do paciente oncológico idoso e a dificuldade em manter a qualidade de vida diante de um quadro tão debilitante. A transição para cuidados paliativos foi uma decisão crucial, focada no controle da dor e do desconforto, priorizando o conforto do paciente e a comunicação com a família diante da irreversibilidade do quadro. A abordagem multidisciplinar, envolvendo Hematologia, Oncologia Clínica, Estomatologia, e a equipe de Cuidados Intensivos e Paliativos, foi fundamental para o manejo integrado dos sintomas e a tomada de decisões compartilhadas. Este relato evidencia os desafios clínicos do Linfoma Não Hodgkin avançado com extenso comprometimento local e sistêmico, e a transição para cuidados paliativos. A natureza crônica, agressiva e recorrente da doença exige vigilância contínua, decisões compartilhadas e atuação integrada entre as especialidades, com foco na qualidade de vida e no controle de sintomas, especialmente nos momentos finais da vida. O caso sublinha a importância de uma abordagem compassiva e paliativa para pacientes com doenças oncológicas avançadas e sem perspectiva de cura.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
Hospital São Lucas da PUCRS (BR), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (BR)
Openalex Percentile: Top 56%
Lymphoma Diagnosis and Treatment
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