SÍNDROME DA LISE TUMORAL: IDENTIFICAÇÃO PRECOCE E INTERVENÇÕES DA EQUIPE DE ENFERMAGEM

A síndrome da lise tumoral (SLT) é uma emergência oncológica potencialmente fatal, resultante da destruição maciça de células malignas e liberação súbita de seus conteúdos intracelulares na corrente sanguínea. Essa condição cursa com distúrbios metabólicos graves, como hipercalemia, hiperfosfatemia, hipocalcemia e hiperuricemia, podendo evoluir para insuficiência renal aguda, arritmias cardíacas e óbito. A SLT é mais comum em pacientes com leucemias agudas e linfomas de alto grau, especialmente após o início da quimioterapia, embora também possa ocorrer de forma espontânea. Diante de sua rápida progressão, a equipe de enfermagem desempenha papel estratégico na prevenção, vigilância contínua e intervenção precoce. Analisar, por meio de revisão da literatura, a atuação da enfermagem na prevenção, identificação precoce e manejo da síndrome da lise tumoral em pacientes hematológicos. Foi realizada uma revisão narrativa da literatura nas bases PubMed, Embase e Scopus, utilizando os descritores: “síndrome da lise tumoral”, “enfermagem”, “oncologia” e “eventos adversos”, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos publicados entre 2019 e 2024, nos idiomas português, inglês e espanhol. A literatura analisada demonstra que a SLT é mais prevalente em pacientes com elevada carga tumoral, altos níveis de LDH e maior sensibilidade à quimioterapia. A enfermagem atua de forma abrangente, desde a triagem inicial de fatores de risco até o acompanhamento intensivo durante o tratamento. Entre as intervenções destacam-se o monitoramento rigoroso de sinais vitais, débito urinário e exames laboratoriais (eletrólitos, ureia, creatinina), além da administração de hidratação venosa agressiva e fármacos como alopurinol ou rasburicase. A comunicação imediata com a equipe médica diante de alterações clínicas é crucial para o manejo eficaz da SLT. A implementação de protocolos institucionais e treinamentos periódicos demonstrou um impacto positivo significativo na prevenção e manejo da síndrome, resultando na redução de complicações e de hospitalizações prolongadas. Essas estratégias reforçam a importância da atuação proativa e coordenada da enfermagem para garantir a segurança do paciente. A síndrome da lise tumoral representa um desafio crítico que exige atuação rápida, coordenada e tecnicamente embasada da equipe de enfermagem. O reconhecimento precoce dos sinais clínicos, aliado à execução de medidas preventivas e terapêuticas padronizadas, é fundamental para garantir a segurança do paciente hematológico. Fortalecer a educação permanente, a estruturação de protocolos assistenciais e a comunicação interprofissional são estratégias essenciais para mitigar riscos e qualificar a assistência oncológica.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.105251
Primary Topic
Methemoglobinemia and Tumor Lysis Syndrome
Type
article
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SÍNDROME DA LISE TUMORAL: IDENTIFICAÇÃO PRECOCE E INTERVENÇÕES DA EQUIPE DE ENFERMAGEM

VS Cezar, TRS Meller, Giselle Figueiredo de Abreu, PRS Bedin et al.
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Methemoglobinemia and Tumor Lysis Syndrome
article

SÍNDROME DA LISE TUMORAL: IDENTIFICAÇÃO PRECOCE E INTERVENÇÕES DA EQUIPE DE ENFERMAGEM

VS Cezar, TRS Meller, Giselle Figueiredo de Abreu, PRS Bedin, PR Spies, RS Lopes, MCV Barros, IK Costa, BE Grigio, AF Zanchin
article en

Abstract

A síndrome da lise tumoral (SLT) é uma emergência oncológica potencialmente fatal, resultante da destruição maciça de células malignas e liberação súbita de seus conteúdos intracelulares na corrente sanguínea. Essa condição cursa com distúrbios metabólicos graves, como hipercalemia, hiperfosfatemia, hipocalcemia e hiperuricemia, podendo evoluir para insuficiência renal aguda, arritmias cardíacas e óbito. A SLT é mais comum em pacientes com leucemias agudas e linfomas de alto grau, especialmente após o início da quimioterapia, embora também possa ocorrer de forma espontânea. Diante de sua rápida progressão, a equipe de enfermagem desempenha papel estratégico na prevenção, vigilância contínua e intervenção precoce. Analisar, por meio de revisão da literatura, a atuação da enfermagem na prevenção, identificação precoce e manejo da síndrome da lise tumoral em pacientes hematológicos. Foi realizada uma revisão narrativa da literatura nas bases PubMed, Embase e Scopus, utilizando os descritores: “síndrome da lise tumoral”, “enfermagem”, “oncologia” e “eventos adversos”, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos publicados entre 2019 e 2024, nos idiomas português, inglês e espanhol. A literatura analisada demonstra que a SLT é mais prevalente em pacientes com elevada carga tumoral, altos níveis de LDH e maior sensibilidade à quimioterapia. A enfermagem atua de forma abrangente, desde a triagem inicial de fatores de risco até o acompanhamento intensivo durante o tratamento. Entre as intervenções destacam-se o monitoramento rigoroso de sinais vitais, débito urinário e exames laboratoriais (eletrólitos, ureia, creatinina), além da administração de hidratação venosa agressiva e fármacos como alopurinol ou rasburicase. A comunicação imediata com a equipe médica diante de alterações clínicas é crucial para o manejo eficaz da SLT. A implementação de protocolos institucionais e treinamentos periódicos demonstrou um impacto positivo significativo na prevenção e manejo da síndrome, resultando na redução de complicações e de hospitalizações prolongadas. Essas estratégias reforçam a importância da atuação proativa e coordenada da enfermagem para garantir a segurança do paciente. A síndrome da lise tumoral representa um desafio crítico que exige atuação rápida, coordenada e tecnicamente embasada da equipe de enfermagem. O reconhecimento precoce dos sinais clínicos, aliado à execução de medidas preventivas e terapêuticas padronizadas, é fundamental para garantir a segurança do paciente hematológico. Fortalecer a educação permanente, a estruturação de protocolos assistenciais e a comunicação interprofissional são estratégias essenciais para mitigar riscos e qualificar a assistência oncológica.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (BR), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (BR), Grupo Hospitalar Conceição (BR)
Openalex Percentile: Top 55%
Methemoglobinemia and Tumor Lysis Syndrome
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