PREVALÊNCIA DE ANEMIA EM POPULAÇÃO INDÍGENA ADULTA: REVISÃO INTEGRATIVA ENTRE 2000 E 2024

A anemia é definida por valores de hemoglobina no sangue diminuído a partir dos limites de normalidade para idade e gênero. A sua principal causa é a deficiência de ferro, que acomete 20 a 30% da população mundial. Agravos nutricionais na população indígena podem propiciar o aparecimento de anemia neste grupo. Estudos mostram que a anemia em povos indígenas tem aumentado. A pesquisa buscou efetuar uma revisão integrativa da literatura sobre agravos nutricionais na população indígena brasileira, com enfoque na anemia em indígenas adultos, publicados entre 2000 e 2024. Foram utilizadas as bases Scielo, BVS, Scopus, Embase, Web of Science, Pubmed, ScienceDirect e Scopus, usando-se termos de busca em português (para as bases Scielo e BVS) e em inglês (para as demais bases) de janeiro de 2000 a 2024. Para seleção dos artigos, foram escolhidos estudos referentes a adultos. Encontrou-se 10 estudos sobre anemia, sendo estes, artigos e teses. Foram citadas pelos autores estudos com 9 etnias indígenas brasileiras. Os estudos foram desenvolvidos nas cinco regiões do país, em 13 estados do país, e a coleta de dados ocorreu entre entre 2005-2022. Os trabalhos foram publicados entre 2010 e 2024. São estudos epidemiológicos de base populacional. A anemia, em grande parte dos estudos, considerou como critério diagnóstico, hemoglobina menor que 11 g/dl e 12 g/dl. A maior prevalência de anemia citada nos artigos chegou a 74%. A anemia encontra-se alta nos artigos encontrados, tendo ela fatores associados, como: desnutrição, insegurança alimentar, dificuldade no acesso à alimentação nos territórios, gestações, os quais potencializam o risco para outras condições nestas populações indígenas. A carência nutricional foi um dos principais agravos, estando presente anemias carenciais. Apesar da revisão ter sido realizada desde 2000 nas plataformas de dados, os artigos foram publicados na segunda década do estudo, ou seja, a partir de 2010. A carência de estudos atuais, pode ser considerada como um problema para acompanhamento e análise do perfil de anemia dos povos indígenas, tendo em vista, principalmente, o acompanhamento e cuidado à saúde nos territórios, bem como o aumento da vulnerabilidade social e ambiental em todo o país. Esta revisão mostra a necessidade de maior estímulo ao estudo dos agravos nutricionais, a exemplo da anemia em populações indígenas.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.104088
Primary Topic
Indigenous Health and Education
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
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PREVALÊNCIA DE ANEMIA EM POPULAÇÃO INDÍGENA ADULTA: REVISÃO INTEGRATIVA ENTRE 2000 E 2024

M Armas Ramos Honorio, BKAFMd Sá, Maria Alzira de Araújo Nunes
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Indigenous Health and Education
article

PREVALÊNCIA DE ANEMIA EM POPULAÇÃO INDÍGENA ADULTA: REVISÃO INTEGRATIVA ENTRE 2000 E 2024

M Armas Ramos Honorio, BKAFMd Sá, Maria Alzira de Araújo Nunes
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Abstract

A anemia é definida por valores de hemoglobina no sangue diminuído a partir dos limites de normalidade para idade e gênero. A sua principal causa é a deficiência de ferro, que acomete 20 a 30% da população mundial. Agravos nutricionais na população indígena podem propiciar o aparecimento de anemia neste grupo. Estudos mostram que a anemia em povos indígenas tem aumentado. A pesquisa buscou efetuar uma revisão integrativa da literatura sobre agravos nutricionais na população indígena brasileira, com enfoque na anemia em indígenas adultos, publicados entre 2000 e 2024. Foram utilizadas as bases Scielo, BVS, Scopus, Embase, Web of Science, Pubmed, ScienceDirect e Scopus, usando-se termos de busca em português (para as bases Scielo e BVS) e em inglês (para as demais bases) de janeiro de 2000 a 2024. Para seleção dos artigos, foram escolhidos estudos referentes a adultos. Encontrou-se 10 estudos sobre anemia, sendo estes, artigos e teses. Foram citadas pelos autores estudos com 9 etnias indígenas brasileiras. Os estudos foram desenvolvidos nas cinco regiões do país, em 13 estados do país, e a coleta de dados ocorreu entre entre 2005-2022. Os trabalhos foram publicados entre 2010 e 2024. São estudos epidemiológicos de base populacional. A anemia, em grande parte dos estudos, considerou como critério diagnóstico, hemoglobina menor que 11 g/dl e 12 g/dl. A maior prevalência de anemia citada nos artigos chegou a 74%. A anemia encontra-se alta nos artigos encontrados, tendo ela fatores associados, como: desnutrição, insegurança alimentar, dificuldade no acesso à alimentação nos territórios, gestações, os quais potencializam o risco para outras condições nestas populações indígenas. A carência nutricional foi um dos principais agravos, estando presente anemias carenciais. Apesar da revisão ter sido realizada desde 2000 nas plataformas de dados, os artigos foram publicados na segunda década do estudo, ou seja, a partir de 2010. A carência de estudos atuais, pode ser considerada como um problema para acompanhamento e análise do perfil de anemia dos povos indígenas, tendo em vista, principalmente, o acompanhamento e cuidado à saúde nos territórios, bem como o aumento da vulnerabilidade social e ambiental em todo o país. Esta revisão mostra a necessidade de maior estímulo ao estudo dos agravos nutricionais, a exemplo da anemia em populações indígenas.

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