USO DE FERRAMENTAS DA QUALIDADE PARA MONITORAMENTO DA SEGURANÇA TRANSFUSIONAL EM CIRURGIAS ELETIVAS

A segurança transfusional em cirurgias eletivas depende de processos bem estruturados e do cumprimento de requisitos legais, como o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). A ausência desse documento compromete a segurança do paciente e a conformidade legal. Nesse contexto, ferramentas de qualidade, como o ciclo PDSA (Planejar, Executar, Estudar, Agir), apresentam-se como estratégia eficaz para monitorar e melhorar a adesão ao TCLE, promovendo práticas seguras e padronizadas. Descrever o uso do ciclo PDSA para monitorar e otimizar a adesão ao TCLE em reservas de hemocomponentes para cirurgias eletivas, com foco na segurança transfusional.m reservas de hemocomponentes para cirurgias eletivas, com foco na segurança transfusional. O estudo foi conduzido em um hospital privado de alta complexidade, aplicando o ciclo PDSA para melhorar a adesão ao TCLE. Inicialmente, identificou-se que 80% dos termos não eram assinados pela equipe cirúrgica, estabelecendo-se a meta de atingir pelo menos 50% de adesão. Na fase de execução, implantou-se monitoramento diário por meio de planilha unificada, com conferência de prontuários físicos e eletrônicos e contato direto com o centro cirúrgico e equipes do pré-operatório. Os resultados foram avaliados mensalmente e apresentados ao corpo clínico por meio de feedback estruturado, reforçando a importância da documentação. Por fim, as ações efetivas foram padronizadas e incorporadas à rotina hospitalar, com reuniões periódicas e participação contínua da equipe multidisciplinar para garantir a manutenção dos resultados. Antes da intervenção, a taxa de assinatura do TCLE era instável e inferior à meta. Com a implementação do ciclo PDSA, observou-se evolução progressiva. O monitoramento diário pela agência transfusional e a conferência dos prontuários permitiram corrigir pendências antes dos procedimentos. As reuniões do comitê transfusional engajaram o corpo clínico, reforçando a importância do TCLE para a segurança transfusional. Em janeiro de 2025, a taxa de adesão atingiu 49%, representando aumento expressivo em relação ao período pré-intervenção e aproximando-se da meta. O acompanhamento diário pela equipe transfusional foi decisivo para identificar falhas e regularizar pendências, potencializado pela digitalização dos documentos. Os anestesistas desempenharam papel central na abordagem pré-operatória, apresentando e assinando o TCLE com os pacientes, o que contribuiu diretamente para os resultados. O uso da planilha de monitoramento consolidou dados confiáveis e serviu de base para ajustes contínuos. A aplicação do ciclo PDSA, associada ao monitoramento contínuo e ao engajamento da equipe multidisciplinar, resultou em melhora expressiva da adesão ao TCLE em cirurgias eletivas, aproximando-se da meta definida. O acompanhamento sistemático e o feedback constante foram fundamentais para fortalecer a segurança transfusional e otimizar o fluxo pré- operatório.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.105918
Primary Topic
Blood transfusion and management
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
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USO DE FERRAMENTAS DA QUALIDADE PARA MONITORAMENTO DA SEGURANÇA TRANSFUSIONAL EM CIRURGIAS ELETIVAS

BS Monteiro, VLR Pessôa
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Blood transfusion and management
article

USO DE FERRAMENTAS DA QUALIDADE PARA MONITORAMENTO DA SEGURANÇA TRANSFUSIONAL EM CIRURGIAS ELETIVAS

BS Monteiro, VLR Pessôa
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Abstract

A segurança transfusional em cirurgias eletivas depende de processos bem estruturados e do cumprimento de requisitos legais, como o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). A ausência desse documento compromete a segurança do paciente e a conformidade legal. Nesse contexto, ferramentas de qualidade, como o ciclo PDSA (Planejar, Executar, Estudar, Agir), apresentam-se como estratégia eficaz para monitorar e melhorar a adesão ao TCLE, promovendo práticas seguras e padronizadas. Descrever o uso do ciclo PDSA para monitorar e otimizar a adesão ao TCLE em reservas de hemocomponentes para cirurgias eletivas, com foco na segurança transfusional.m reservas de hemocomponentes para cirurgias eletivas, com foco na segurança transfusional. O estudo foi conduzido em um hospital privado de alta complexidade, aplicando o ciclo PDSA para melhorar a adesão ao TCLE. Inicialmente, identificou-se que 80% dos termos não eram assinados pela equipe cirúrgica, estabelecendo-se a meta de atingir pelo menos 50% de adesão. Na fase de execução, implantou-se monitoramento diário por meio de planilha unificada, com conferência de prontuários físicos e eletrônicos e contato direto com o centro cirúrgico e equipes do pré-operatório. Os resultados foram avaliados mensalmente e apresentados ao corpo clínico por meio de feedback estruturado, reforçando a importância da documentação. Por fim, as ações efetivas foram padronizadas e incorporadas à rotina hospitalar, com reuniões periódicas e participação contínua da equipe multidisciplinar para garantir a manutenção dos resultados. Antes da intervenção, a taxa de assinatura do TCLE era instável e inferior à meta. Com a implementação do ciclo PDSA, observou-se evolução progressiva. O monitoramento diário pela agência transfusional e a conferência dos prontuários permitiram corrigir pendências antes dos procedimentos. As reuniões do comitê transfusional engajaram o corpo clínico, reforçando a importância do TCLE para a segurança transfusional. Em janeiro de 2025, a taxa de adesão atingiu 49%, representando aumento expressivo em relação ao período pré-intervenção e aproximando-se da meta. O acompanhamento diário pela equipe transfusional foi decisivo para identificar falhas e regularizar pendências, potencializado pela digitalização dos documentos. Os anestesistas desempenharam papel central na abordagem pré-operatória, apresentando e assinando o TCLE com os pacientes, o que contribuiu diretamente para os resultados. O uso da planilha de monitoramento consolidou dados confiáveis e serviu de base para ajustes contínuos. A aplicação do ciclo PDSA, associada ao monitoramento contínuo e ao engajamento da equipe multidisciplinar, resultou em melhora expressiva da adesão ao TCLE em cirurgias eletivas, aproximando-se da meta definida. O acompanhamento sistemático e o feedback constante foram fundamentais para fortalecer a segurança transfusional e otimizar o fluxo pré- operatório.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
Grupo Hospitalar Conceição (BR)
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Blood transfusion and management
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