PADRONIZAÇÃO DE CULTURA CELULAR PARA ANÁLISE CITOGENÉTICA POR BANDEAMENTO G EM PACIENTES COM SUSPEITA DE NEOPLASIA MIELODISPLÁSICA E MIELOMA MÚLTIPLO NO LABORATÓRIO INSTITUCIONAL DE PESQUISA EM BIOMARCADORES (LINBIO) DA UFMG

A análise cromossômica pela técnica de bandeamento G constitui-se uma ferramenta preciosa na detecção de anormalidades cromossômicas numéricas e estruturais e tem sido amplamente utilizada no diagnóstico e prognóstico das neoplasias hematológicas. Várias alterações cromossômicas numéricas, quanto estruturais, já foram descritas desde o surgimento desta técnica em 1970, sendo muitas delas marcadores essenciais para o início de um tratamento precoce e personalizado na oncohematologia. O sucesso para a obtenção de metáfases com uma boa qualidade para a análise requer várias etapas, que são cruciais e dependentes de uma padronização criteriosa. Assim, o seguimento de padrões preestabelecidos e a adaptação de acordo com o tipo de amostra recebida, são essenciais para o êxito. Descrever o processo de padronização de cultura celular das amostras de aspirado medular para análise citogenética por bandeamento G, recebidas no Laboratório de Pesquisa em Biomarcadores (LINBIO) da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Amostras de aspirado medular de vinte pacientes com suspeita de neoplasia mielodisplásica e mieloma múltiplo foram coletas em seringa heparinizada e encaminhadas para o LINBIO. A cultura foi realizada em meio RPMI 1640 suplementado com 25% de soro fetal bovino, L-glutamina, antibiótico e fungicida (protocolo A), meio MarrowMAX (protocolo G) e meio MarrowMAX com TPA (Forbol 12- miristato-13-acetato)(protocolo GF), de acordo com os dados clínicos e cultivadas pelo período de 24, 48 e 72 horas a 37ºC, observando uma densidade celular de 1x10^6/mL células. Foram realizados vários testes (tempos e meios) até a obtenção de um protocolo que obtivesse um melhor sucesso na cultura celular, sendo padronizado protocolos A e G com tempo de 24 e 48 horas para pacientes com suspeita de neoplasia mielodisplásica e protocolos A e G 48 horas de cultura e GF 72 horas de cultura para pacientes com suspeição de mieloma múltiplo. O surgimento da técnica de bandeamento G na década de 70, revolucionou o estudo de alterações cromossômicas, através da identificação de cada par cromossômico pelo padrão de bandas claras e escuras, possibilitando deste modo, a detecção de alterações numéricas e estruturais equilibradas e/ou desiquilibradas maiores que 5Mb. Cada etapa do processo, desde a coleta da amostra a confecção de lâminas para a análise cromossômica, são cruciais e requerem protocolos bem definidos, principalmente se tratando de doenças como a neoplasia mielodisplásica e mieloma múltiplo, onde nem sempre o sucesso no cultivo celular é observado. Muitos laboratórios de citogenética cultivam tais amostras somente pelo período de 24 horas, dificultando a identificação de clones alterados,. Principalmente em relação ao mieloma múltiplo, pois os plasmócitos aberrantes precisam de estimulo e um tempo maior para se proliferarem in vitro. A utilização do TPA em culturas de 72 horas, tem se mostrado promissoras para essa neoplasia. Deste modo, o compartilhamento de processos eficazes na obtenção de células adequadas para a análise cromossômica se faz necessário, visto que em muitas regiões o único exame genético acessível a população é o cariótipo de banda G. A análise citogenética é de suma importância no contexto diagnóstico e prognóstico de tumores hematolinfoides e o sucesso para a obtenção de resultados precisos requer fases minuciosas e bem padronizadas.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.104853
Primary Topic
Prenatal Screening and Diagnostics
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
0.00
Controls
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ALL TIME
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PADRONIZAÇÃO DE CULTURA CELULAR PARA ANÁLISE CITOGENÉTICA POR BANDEAMENTO G EM PACIENTES COM SUSPEITA DE NEOPLASIA MIELODISPLÁSICA E MIELOMA MÚLTIPLO NO LABORATÓRIO INSTITUCIONAL DE PESQUISA EM BIOMARCADORES (LINBIO) DA UFMG

M C M S Lopes, K. ZOZ DAJU DIAS
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Prenatal Screening and Diagnostics
article

PADRONIZAÇÃO DE CULTURA CELULAR PARA ANÁLISE CITOGENÉTICA POR BANDEAMENTO G EM PACIENTES COM SUSPEITA DE NEOPLASIA MIELODISPLÁSICA E MIELOMA MÚLTIPLO NO LABORATÓRIO INSTITUCIONAL DE PESQUISA EM BIOMARCADORES (LINBIO) DA UFMG

M C M S Lopes, K. ZOZ DAJU DIAS
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Abstract

A análise cromossômica pela técnica de bandeamento G constitui-se uma ferramenta preciosa na detecção de anormalidades cromossômicas numéricas e estruturais e tem sido amplamente utilizada no diagnóstico e prognóstico das neoplasias hematológicas. Várias alterações cromossômicas numéricas, quanto estruturais, já foram descritas desde o surgimento desta técnica em 1970, sendo muitas delas marcadores essenciais para o início de um tratamento precoce e personalizado na oncohematologia. O sucesso para a obtenção de metáfases com uma boa qualidade para a análise requer várias etapas, que são cruciais e dependentes de uma padronização criteriosa. Assim, o seguimento de padrões preestabelecidos e a adaptação de acordo com o tipo de amostra recebida, são essenciais para o êxito. Descrever o processo de padronização de cultura celular das amostras de aspirado medular para análise citogenética por bandeamento G, recebidas no Laboratório de Pesquisa em Biomarcadores (LINBIO) da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Amostras de aspirado medular de vinte pacientes com suspeita de neoplasia mielodisplásica e mieloma múltiplo foram coletas em seringa heparinizada e encaminhadas para o LINBIO. A cultura foi realizada em meio RPMI 1640 suplementado com 25% de soro fetal bovino, L-glutamina, antibiótico e fungicida (protocolo A), meio MarrowMAX (protocolo G) e meio MarrowMAX com TPA (Forbol 12- miristato-13-acetato)(protocolo GF), de acordo com os dados clínicos e cultivadas pelo período de 24, 48 e 72 horas a 37ºC, observando uma densidade celular de 1x10^6/mL células. Foram realizados vários testes (tempos e meios) até a obtenção de um protocolo que obtivesse um melhor sucesso na cultura celular, sendo padronizado protocolos A e G com tempo de 24 e 48 horas para pacientes com suspeita de neoplasia mielodisplásica e protocolos A e G 48 horas de cultura e GF 72 horas de cultura para pacientes com suspeição de mieloma múltiplo. O surgimento da técnica de bandeamento G na década de 70, revolucionou o estudo de alterações cromossômicas, através da identificação de cada par cromossômico pelo padrão de bandas claras e escuras, possibilitando deste modo, a detecção de alterações numéricas e estruturais equilibradas e/ou desiquilibradas maiores que 5Mb. Cada etapa do processo, desde a coleta da amostra a confecção de lâminas para a análise cromossômica, são cruciais e requerem protocolos bem definidos, principalmente se tratando de doenças como a neoplasia mielodisplásica e mieloma múltiplo, onde nem sempre o sucesso no cultivo celular é observado. Muitos laboratórios de citogenética cultivam tais amostras somente pelo período de 24 horas, dificultando a identificação de clones alterados,. Principalmente em relação ao mieloma múltiplo, pois os plasmócitos aberrantes precisam de estimulo e um tempo maior para se proliferarem in vitro. A utilização do TPA em culturas de 72 horas, tem se mostrado promissoras para essa neoplasia. Deste modo, o compartilhamento de processos eficazes na obtenção de células adequadas para a análise cromossômica se faz necessário, visto que em muitas regiões o único exame genético acessível a população é o cariótipo de banda G. A análise citogenética é de suma importância no contexto diagnóstico e prognóstico de tumores hematolinfoides e o sucesso para a obtenção de resultados precisos requer fases minuciosas e bem padronizadas.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
Universidade Federal de Minas Gerais (BR), Elabora Consultoria (Brazil) (BR)
Openalex Percentile: Top 56%
Prenatal Screening and Diagnostics
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