REAÇÕES INFUSIONAIS EM ONCOLOGIA: ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO E MANEJO

As reações infusionais são eventos adversos comuns em pacientes oncológicos submetidos a agentes antineoplásicos, imunobiológicos e hemocomponentes. Suas manifestações clínicas variam de sintomas leves, como febre e náuseas, a quadros graves, como anafilaxia e choque. Tais eventos impactam a continuidade do tratamento, aumentam hospitalizações e afetam a qualidade de vida. Diante desse cenário, a enfermagem é fundamental na detecção precoce, intervenção imediata e implementação de estratégias preventivas, assegurando um cuidado seguro e centrado no paciente. Analisar a atuação da enfermagem na identificação, prevenção e manejo de reações infusionais em pacientes oncológicos, por meio de revisão da literatura científica. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas bases PubMed, Embase e Scopus, utilizando os descritores: “reações infusionais”, “enfermagem”, “oncologia” e “eventos adversos”, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos publicados entre 2019 e 2024, nos idiomas português, inglês e espanhol. A literatura demonstrou que as reações infusionais ocorrem com maior frequência nos primeiros ciclos de tratamento, especialmente com anticorpos monoclonais, imunoterapias e quimioterápicos. Os sinais mais recorrentes incluem calafrios, dispneia, prurido, erupções cutâneas, dor torácica e hipotensão. A atuação da enfermagem é crucial na vigilância clínica contínua, interrupção imediata da infusão ao surgimento de sintomas, administração de suporte farmacológico e comunicação eficiente com a equipe médica. A eficácia do manejo das reações infusionais depende da agilidade e conhecimento técnico da enfermagem. A adoção de protocolos institucionais baseados em evidências, treinamentos periódicos e padronização de registros contribui significativamente para a segurança assistencial. A orientação prévia ao paciente sobre possíveis sintomas também favorece a notificação precoce. A capacitação contínua da equipe e a existência de planos de ação emergenciais são determinantes para um manejo eficaz e para a minimização de desfechos adversos. A enfermagem ocupa posição estratégica na prevenção e no enfrentamento de reações infusionais em oncologia. O reconhecimento precoce dos sinais clínicos, aliado a intervenções baseadas em evidências e ao uso de protocolos bem definidos, contribui para a redução de riscos, a otimização da segurança do paciente e a humanização do cuidado. Investir na formação continuada e na estruturação de fluxos de atendimento específicos é fundamental para fortalecer a segurança do paciente e aprimorar a qualidade assistencial oncológica.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.105247
Primary Topic
Chemotherapy-related skin toxicity
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
0.00
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article

REAÇÕES INFUSIONAIS EM ONCOLOGIA: ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO E MANEJO

Rafaella Marineli Lopes, M.P. Rojas Barros, TRS Meller, Giselle Figueiredo de Abreu et al.
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Chemotherapy-related skin toxicity
article

REAÇÕES INFUSIONAIS EM ONCOLOGIA: ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO E MANEJO

Rafaella Marineli Lopes, M.P. Rojas Barros, TRS Meller, Giselle Figueiredo de Abreu, P. Bedin, PR Spies, IK Costa, V. F. G. Cezar, AF Zanchin, BE Grigio
article en

Abstract

As reações infusionais são eventos adversos comuns em pacientes oncológicos submetidos a agentes antineoplásicos, imunobiológicos e hemocomponentes. Suas manifestações clínicas variam de sintomas leves, como febre e náuseas, a quadros graves, como anafilaxia e choque. Tais eventos impactam a continuidade do tratamento, aumentam hospitalizações e afetam a qualidade de vida. Diante desse cenário, a enfermagem é fundamental na detecção precoce, intervenção imediata e implementação de estratégias preventivas, assegurando um cuidado seguro e centrado no paciente. Analisar a atuação da enfermagem na identificação, prevenção e manejo de reações infusionais em pacientes oncológicos, por meio de revisão da literatura científica. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas bases PubMed, Embase e Scopus, utilizando os descritores: “reações infusionais”, “enfermagem”, “oncologia” e “eventos adversos”, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos publicados entre 2019 e 2024, nos idiomas português, inglês e espanhol. A literatura demonstrou que as reações infusionais ocorrem com maior frequência nos primeiros ciclos de tratamento, especialmente com anticorpos monoclonais, imunoterapias e quimioterápicos. Os sinais mais recorrentes incluem calafrios, dispneia, prurido, erupções cutâneas, dor torácica e hipotensão. A atuação da enfermagem é crucial na vigilância clínica contínua, interrupção imediata da infusão ao surgimento de sintomas, administração de suporte farmacológico e comunicação eficiente com a equipe médica. A eficácia do manejo das reações infusionais depende da agilidade e conhecimento técnico da enfermagem. A adoção de protocolos institucionais baseados em evidências, treinamentos periódicos e padronização de registros contribui significativamente para a segurança assistencial. A orientação prévia ao paciente sobre possíveis sintomas também favorece a notificação precoce. A capacitação contínua da equipe e a existência de planos de ação emergenciais são determinantes para um manejo eficaz e para a minimização de desfechos adversos. A enfermagem ocupa posição estratégica na prevenção e no enfrentamento de reações infusionais em oncologia. O reconhecimento precoce dos sinais clínicos, aliado a intervenções baseadas em evidências e ao uso de protocolos bem definidos, contribui para a redução de riscos, a otimização da segurança do paciente e a humanização do cuidado. Investir na formação continuada e na estruturação de fluxos de atendimento específicos é fundamental para fortalecer a segurança do paciente e aprimorar a qualidade assistencial oncológica.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (BR), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (BR), Grupo Hospitalar Conceição (BR)
Openalex Percentile: Top 48%
Chemotherapy-related skin toxicity
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