PRINCIPAIS REAÇÕES ADVERSAS À DOAÇÃO DE SANGUE TOTAL EM UM HEMOCENTRO DO RIO GRANDE DO NORTE

Reações adversas à doação de sangue total são respostas involuntárias do organismo do doador, mesmo com todos os cuidados adotados pelas equipes assistenciais. Embora a maioria das doações ocorra sem intercorrências, alguns doadores podem apresentar reações leves, exigindo atenção especializada. Em determinados hemocentros, é observada maior incidência dessas reações entre doadores que realizam a doação pela primeira vez. Identificar os tipos de reações adversas mais prevalentes entre os doadores de sangue total atendidos em um hemocentro público do Rio Grande do Norte e investigar possíveis fatores associados, visando a implementação de estratégias para a redução desses eventos. Estudo descritivo de natureza quantitativa, baseado em dados extraídos do Sistema de Indicadores do Hemocentro. Foram analisadas informações registradas mensalmente no período de janeiro a dezembro de 2024, com o intuito de monitorar e avaliar a frequência de reações adversas à doação. No ano de 2024 foram realizadas 46.514 doações de sangue total, destes 341 doadores apresentaram alguma reação adversa. As reações adversas apresentadas pelos doadores foram: Convulsão, desconforte/palidez cutânea, hipotensão/sudorese, náusea/vômito, parestesia/calafrio, perda de consciência, tetania, tontura/sonolência, espasmos musculares, outros, representando um total de 0,7% de todas as doações de sangue total realizadas. As reações adversas apresentaram o seguinte perfil: 33,8% hipotensão/sudorese, 25,8% desconforto/palidez, 15,6% tontura/sonolência, 12,6% náusea/vômito, perda de consciência 4,3%, outros 3,5%, parestesia/calafrio 1,9%, espasmos musculares 1,6%, tetania 0,6%, convulsão 0,3%. Apesar de a taxa de reações adversas ser considerada baixa, seus efeitos podem impactar negativamente a experiência do doador e dificultar sua fidelização, além de influenciar a percepção pública sobre a doação. Dessa forma, a atuação da equipe de enfermagem é essencial na identificação precoce e manejo adequado desses eventos, bem como na oferta de um ambiente acolhedor e seguro que promova conforto e confiança ao doador. O cuidado humanizado, aliado à comunicação clara durante todo o processo da doação, é fundamental para reduzir a ocorrência de reações adversas e favorecer a adesão contínua dos doadores. Investir em treinamento e protocolos de prevenção contribui para a qualidade da assistência e para a manutenção dos estoques de sangue.

Authors

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.105781
Primary Topic
Blood donation and transfusion practices
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
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PRINCIPAIS REAÇÕES ADVERSAS À DOAÇÃO DE SANGUE TOTAL EM UM HEMOCENTRO DO RIO GRANDE DO NORTE

Sinara de Aquino Oliveira, M. A. P. Lira, ML Cortez
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Blood donation and transfusion practices
article

PRINCIPAIS REAÇÕES ADVERSAS À DOAÇÃO DE SANGUE TOTAL EM UM HEMOCENTRO DO RIO GRANDE DO NORTE

Sinara de Aquino Oliveira, M. A. P. Lira, ML Cortez
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Abstract

Reações adversas à doação de sangue total são respostas involuntárias do organismo do doador, mesmo com todos os cuidados adotados pelas equipes assistenciais. Embora a maioria das doações ocorra sem intercorrências, alguns doadores podem apresentar reações leves, exigindo atenção especializada. Em determinados hemocentros, é observada maior incidência dessas reações entre doadores que realizam a doação pela primeira vez. Identificar os tipos de reações adversas mais prevalentes entre os doadores de sangue total atendidos em um hemocentro público do Rio Grande do Norte e investigar possíveis fatores associados, visando a implementação de estratégias para a redução desses eventos. Estudo descritivo de natureza quantitativa, baseado em dados extraídos do Sistema de Indicadores do Hemocentro. Foram analisadas informações registradas mensalmente no período de janeiro a dezembro de 2024, com o intuito de monitorar e avaliar a frequência de reações adversas à doação. No ano de 2024 foram realizadas 46.514 doações de sangue total, destes 341 doadores apresentaram alguma reação adversa. As reações adversas apresentadas pelos doadores foram: Convulsão, desconforte/palidez cutânea, hipotensão/sudorese, náusea/vômito, parestesia/calafrio, perda de consciência, tetania, tontura/sonolência, espasmos musculares, outros, representando um total de 0,7% de todas as doações de sangue total realizadas. As reações adversas apresentaram o seguinte perfil: 33,8% hipotensão/sudorese, 25,8% desconforto/palidez, 15,6% tontura/sonolência, 12,6% náusea/vômito, perda de consciência 4,3%, outros 3,5%, parestesia/calafrio 1,9%, espasmos musculares 1,6%, tetania 0,6%, convulsão 0,3%. Apesar de a taxa de reações adversas ser considerada baixa, seus efeitos podem impactar negativamente a experiência do doador e dificultar sua fidelização, além de influenciar a percepção pública sobre a doação. Dessa forma, a atuação da equipe de enfermagem é essencial na identificação precoce e manejo adequado desses eventos, bem como na oferta de um ambiente acolhedor e seguro que promova conforto e confiança ao doador. O cuidado humanizado, aliado à comunicação clara durante todo o processo da doação, é fundamental para reduzir a ocorrência de reações adversas e favorecer a adesão contínua dos doadores. Investir em treinamento e protocolos de prevenção contribui para a qualidade da assistência e para a manutenção dos estoques de sangue.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
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Blood donation and transfusion practices
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