PERFIL DE RISCO DAS UNIDADES HEMOTERÁPICAS DE SALVADOR (2022‒2024)

Este estudo descritivo-retrospectivo avaliou o perfil de risco de 38 unidades hemoterápicas em Salvador entre 2022 e 2024, com base em dados oficiais de inspeção sanitária. A amostra compreendeu 25 Agências Transfusionais (65,8%), 1 Unidade de Coleta e Transfusão (2,6%) e 1 Hemocentro Coordenador (2,6%), sendo que 11 inspeções (28,9%) foram específicas para monitoramento. Avaliar a conformidade das unidades identificando os itens de maior criticidade nas inspeções realizadas entre 2022 e 2024, além de traçar o perfil de risco e os principais desafios para a segurança transfusional no estado. A análise focou nas não conformidades mais críticas dos Módulos 1 (Informações Gerais), 4 (Processamento/Armazenamento) e 5 (Terapia Transfusional), utilizando a metodologia MARPSH para classificação de risco. Os resultados revelaram que 2 unidades (5,3%) não possuíam responsável técnico e 3 (7,9%) careciam de sistema de rastreabilidade adequado. Na avaliação da infraestrutura, 5 unidades (13,2%) não tinham gerador de emergência, enquanto 12 (31,6%) apresentavam problemas no controle de temperatura dos refrigeradores. Quanto aos aspectos de biossegurança, 12 unidades (31,6%) não realizavam treinamentos periódicos para suas equipes. Na prática transfusional, 17 unidades (44,7%) não monitoravam adequadamente os pacientes durante as transfusões, e 6 (15,8%) não registravam os sinais vitais no prontuário. A classificação de risco mostrou que 22 unidades (57,9%) apresentaram risco médio-baixo, 8 (21,1%) risco médio, 4 (10,5%) risco médio-alto e 2 (5,3%) alto risco. Esses achados demonstram que, embora a maioria das unidades esteja em categorias de menor risco, persistem vulnerabilidades em aspectos fundamentais como controle de temperatura, monitoramento transfusional e capacitação profissional. Conclui-se que são necessárias intervenções prioritárias nas 6 unidades (15,8%) classificadas como de maior risco, com ênfase no fortalecimento da infraestrutura física e na implementação de programas contínuos de capacitação. Os resultados reforçam a importância de investimentos em tecnologia e gestão da qualidade para garantir a segurança transfusional em Salvador, com atenção especial às Agências Transfusionais que apresentaram os principais desafios. Este estudo fornece subsídios valiosos para orientar ações de vigilância sanitária e melhorar a qualidade dos serviços hemoterápicos na região.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.105911
Primary Topic
Blood donation and transfusion practices
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
0.00
Controls
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ALL TIME
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article

PERFIL DE RISCO DAS UNIDADES HEMOTERÁPICAS DE SALVADOR (2022‒2024)

PD Lima, MB de Jesus, Mı́riam Martins Chaves, Matheus Almeida Alves et al.
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Blood donation and transfusion practices
article

PERFIL DE RISCO DAS UNIDADES HEMOTERÁPICAS DE SALVADOR (2022‒2024)

PD Lima, MB de Jesus, Mı́riam Martins Chaves, Matheus Almeida Alves, Flávia Guimarães Chaves, Elizabete J. Inês, Thaliene Barreto Cordeiro
article en

Abstract

Este estudo descritivo-retrospectivo avaliou o perfil de risco de 38 unidades hemoterápicas em Salvador entre 2022 e 2024, com base em dados oficiais de inspeção sanitária. A amostra compreendeu 25 Agências Transfusionais (65,8%), 1 Unidade de Coleta e Transfusão (2,6%) e 1 Hemocentro Coordenador (2,6%), sendo que 11 inspeções (28,9%) foram específicas para monitoramento. Avaliar a conformidade das unidades identificando os itens de maior criticidade nas inspeções realizadas entre 2022 e 2024, além de traçar o perfil de risco e os principais desafios para a segurança transfusional no estado. A análise focou nas não conformidades mais críticas dos Módulos 1 (Informações Gerais), 4 (Processamento/Armazenamento) e 5 (Terapia Transfusional), utilizando a metodologia MARPSH para classificação de risco. Os resultados revelaram que 2 unidades (5,3%) não possuíam responsável técnico e 3 (7,9%) careciam de sistema de rastreabilidade adequado. Na avaliação da infraestrutura, 5 unidades (13,2%) não tinham gerador de emergência, enquanto 12 (31,6%) apresentavam problemas no controle de temperatura dos refrigeradores. Quanto aos aspectos de biossegurança, 12 unidades (31,6%) não realizavam treinamentos periódicos para suas equipes. Na prática transfusional, 17 unidades (44,7%) não monitoravam adequadamente os pacientes durante as transfusões, e 6 (15,8%) não registravam os sinais vitais no prontuário. A classificação de risco mostrou que 22 unidades (57,9%) apresentaram risco médio-baixo, 8 (21,1%) risco médio, 4 (10,5%) risco médio-alto e 2 (5,3%) alto risco. Esses achados demonstram que, embora a maioria das unidades esteja em categorias de menor risco, persistem vulnerabilidades em aspectos fundamentais como controle de temperatura, monitoramento transfusional e capacitação profissional. Conclui-se que são necessárias intervenções prioritárias nas 6 unidades (15,8%) classificadas como de maior risco, com ênfase no fortalecimento da infraestrutura física e na implementação de programas contínuos de capacitação. Os resultados reforçam a importância de investimentos em tecnologia e gestão da qualidade para garantir a segurança transfusional em Salvador, com atenção especial às Agências Transfusionais que apresentaram os principais desafios. Este estudo fornece subsídios valiosos para orientar ações de vigilância sanitária e melhorar a qualidade dos serviços hemoterápicos na região.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
Secretaria da Saúde (BR)
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Blood donation and transfusion practices
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