IDENTIFICAÇÃO CORRETA DO PACIENTE – IMPORTÂNCIA NA SEGURANÇA DA TERAPIA TRANSFUSIONAL

Embora a hemoterapia seja realizada conforme protocolos estabelecidos e sob monitoramento contínuo, ainda existem riscos residuais de incidentes transfusionais. Dessa forma, é imprescindível que o procedimento ocorra em ambiente seguro, conduzido por profissionais habilitados e com suporte técnico adequado, a fim de mitigar eventuais intercorrências e garantir a segurança do paciente como uma prática fundamental para a qualidade do cuidado em saúde. Nesse contexto, a correta identificação do paciente destaca com elemento crítico, especialmente no processo transfusional, caraterizado por sua complexibilidade e necessidade de rigor em todas as etapas, a fim de para minimizar riscos. Identificar, na literatura científica, evidências sobre a prática da identificação do paciente como garantia de segurança e redução de riscos associados à transfusão de hemocomponentes. Revisão bibliográfica nas bases de dados PubMed, SciELO, BVS, Scopus, SCISPACE, Google Scholar e Web of Science. A busca utilizou descritores como “identificação do paciente” e “segurança na transfusão de sangue”, combinados por operadores booleanos. Os dados foram organizados e analisados com o auxílio do software Zotero. De um total de 117 referências inicialmente encontradas, foram incluídas 109 referências, sendo 99 artigos e 10 documentos oficiais, publicados entre 1977 e 2023. Sete artigos foram excluídos por duplicidade e um por não abordar a identificação do paciente. O Brasil foi o país com maior número de publicações (n=45, 41,3%), das quais 24 abordaram especificamente a identificação do paciente e sua relevância no ato transfusional. Os estudos demonstram que a identificação correta do paciente por meios de dispositivos como pulseiras/braceletes contendo o nome completo do paciente, localização intra-hospitalar, data de nascimento, nome da genitora, número de prontuário contribuem fortemente para a minimização de riscos, tornando uma etapa imprescindível e demandando maior atenção e compromisso da equipe assistencial. A equipe de hemoterapia e enfermagem representa um papel importante nesta etapa, pois é responsável pela coleta inicial das amostras para os testes pré-transfusionais e, posteriormente, pela administração dos hemocomponentes e supervisão durante o procedimento. A identificação correta do paciente é uma medida fundamental para prevenção de eventos adversos em transfusões, sendo indispensável a capacitação contínua dos profissionais de saúde, bem como o envolvimento ativo de pacientes e familiares. A segurança em todas as fases do processo transfusional é crucial para o bem-estar do paciente, dado o caráter essencial da terapia transfusional.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.106016
Primary Topic
Blood donation and transfusion practices
Type
article
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IDENTIFICAÇÃO CORRETA DO PACIENTE – IMPORTÂNCIA NA SEGURANÇA DA TERAPIA TRANSFUSIONAL

F. E. F. Gomes, AG Vizzoni, I. de O. Motta, SS Peniche-Rebouças et al.
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Blood donation and transfusion practices
article

IDENTIFICAÇÃO CORRETA DO PACIENTE – IMPORTÂNCIA NA SEGURANÇA DA TERAPIA TRANSFUSIONAL

F. E. F. Gomes, AG Vizzoni, I. de O. Motta, SS Peniche-Rebouças, Marcelo Gonçalves, Edson R. Leite
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Abstract

Embora a hemoterapia seja realizada conforme protocolos estabelecidos e sob monitoramento contínuo, ainda existem riscos residuais de incidentes transfusionais. Dessa forma, é imprescindível que o procedimento ocorra em ambiente seguro, conduzido por profissionais habilitados e com suporte técnico adequado, a fim de mitigar eventuais intercorrências e garantir a segurança do paciente como uma prática fundamental para a qualidade do cuidado em saúde. Nesse contexto, a correta identificação do paciente destaca com elemento crítico, especialmente no processo transfusional, caraterizado por sua complexibilidade e necessidade de rigor em todas as etapas, a fim de para minimizar riscos. Identificar, na literatura científica, evidências sobre a prática da identificação do paciente como garantia de segurança e redução de riscos associados à transfusão de hemocomponentes. Revisão bibliográfica nas bases de dados PubMed, SciELO, BVS, Scopus, SCISPACE, Google Scholar e Web of Science. A busca utilizou descritores como “identificação do paciente” e “segurança na transfusão de sangue”, combinados por operadores booleanos. Os dados foram organizados e analisados com o auxílio do software Zotero. De um total de 117 referências inicialmente encontradas, foram incluídas 109 referências, sendo 99 artigos e 10 documentos oficiais, publicados entre 1977 e 2023. Sete artigos foram excluídos por duplicidade e um por não abordar a identificação do paciente. O Brasil foi o país com maior número de publicações (n=45, 41,3%), das quais 24 abordaram especificamente a identificação do paciente e sua relevância no ato transfusional. Os estudos demonstram que a identificação correta do paciente por meios de dispositivos como pulseiras/braceletes contendo o nome completo do paciente, localização intra-hospitalar, data de nascimento, nome da genitora, número de prontuário contribuem fortemente para a minimização de riscos, tornando uma etapa imprescindível e demandando maior atenção e compromisso da equipe assistencial. A equipe de hemoterapia e enfermagem representa um papel importante nesta etapa, pois é responsável pela coleta inicial das amostras para os testes pré-transfusionais e, posteriormente, pela administração dos hemocomponentes e supervisão durante o procedimento. A identificação correta do paciente é uma medida fundamental para prevenção de eventos adversos em transfusões, sendo indispensável a capacitação contínua dos profissionais de saúde, bem como o envolvimento ativo de pacientes e familiares. A segurança em todas as fases do processo transfusional é crucial para o bem-estar do paciente, dado o caráter essencial da terapia transfusional.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
Instituto Nacional de Câncer - INCA (BR), Fundação Oswaldo Cruz (BR)
Openalex Percentile: Top 59%
Blood donation and transfusion practices
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