ANÁLISE COMPREENSIVA DO GENE PTP4A3 EM LEUCEMIA MIELÓIDE AGUDA: PERSPECTIVAS EM FUNÇÕES BIOLÓGICAS E PROGNÓSTICO

A leucemia mieloide aguda (LMA) é um tipo de câncer hematológico caracterizado pela proliferação descontrolada de células mieloides imaturas na medula óssea, comprometendo a produção normal de células sanguíneas. LMA apresenta grande heterogeneidade genética e molecular, o que influencia o prognóstico e a resposta ao tratamento, sendo a neoplasia mieloide mais agressiva e com piores desfechos clínicos. O gene PTP4A3 codifica uma tirosina fosfatase envolvida em processos como proliferação, migração e invasão celular, sendo frequentemente superexpresso em diversos tumores, estando associado principalmente a câncer colorretal e câncer de ovário. Atua promovendo a progressão tumoral ao modular vias como PI3K/Akt e MAPK, além de favorecer angiogênese e remodelação do citoesqueleto. Estudos têm associado a alta expressão de PTP4A3 a piores prognósticos e maior agressividade tumoral, sugerindo seu potencial como biomarcador e alvo terapêutico. Desta forma, o objetivo do estudo foi caracterizar o impacto do PTP4A3 sob os desfechos de sobrevida, características clínicas e funções biológicas em pacientes com LMA que receberam terapia curativa. Foram utilizados dados de sequenciamento de RNA, características e desfechos clínicos de pacientes com LMA depositados no cBioPortal for Cancer Genomics. Os transcritos de RNAseq das coortes do TCGA foram pré-classificados de acordo com sua expressão diferencial, comparando amostras com alta e baixa expressão de PTP4A3. A sobrevida global e a sobrevida livre de doença da coorte TCGA foram investigadas pelo modelo de regressão de Cox. Análises de correlação, associação e comparação entre grupos foram realizados. A análise de enriquecimento gênico (GSEA) pré-rankeada foi realizada para identificar as vias de sinalização relacionadas à expressão de PIP4K2s. FDR<0.25 e p valor < 0.05 foram considerados estatisticamente significativos. Em pacientes com LMA, os altos níveis de PTP4A3 impactaram negativamente a sobrevida global e livre de doença (HR > 1, p < 0.05). A alta expressão de PTP4A3 foi associada com grupos de piores riscos moleculares e contagem de leucócitos e foi um fator independente de prognóstico. Nas análises de genômica funcional, a alta expressão de PTP4A3 foi associada com diversos processos biológicos e moleculares, dos quais destacamos: vias de sinalização IL-6/JAK2/STAT3, TNFA/NFKB, IL2/STAT5. Os dados obtidos demonstram que pacientes com LMA com alta expressão de PTP4A3 apresentam um prognóstico desfavorável. A expressão diferencial está associada a vias relevantes na leucemogênese, com papel no crescimento, proliferação e sobrevivência celular. Esses achados reforçam o potencial de PTP4A3 como marcador prognóstico e possível alvo molecular. Uma abordagem farmacológica direcionada pode representar uma estratégia promissora para terapias mais eficazes. FAPESP, CNPq e CAPES.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.104492
Primary Topic
Protein Tyrosine Phosphatases
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
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ANÁLISE COMPREENSIVA DO GENE PTP4A3 EM LEUCEMIA MIELÓIDE AGUDA: PERSPECTIVAS EM FUNÇÕES BIOLÓGICAS E PROGNÓSTICO

João Agostinho Machado‐Neto, Teresa Acosta Almeida, MFL Carvalho, G. A. Castro et al.
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Protein Tyrosine Phosphatases
article

ANÁLISE COMPREENSIVA DO GENE PTP4A3 EM LEUCEMIA MIELÓIDE AGUDA: PERSPECTIVAS EM FUNÇÕES BIOLÓGICAS E PROGNÓSTICO

João Agostinho Machado‐Neto, Teresa Acosta Almeida, MFL Carvalho, G. A. Castro, NS Parducci
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Abstract

A leucemia mieloide aguda (LMA) é um tipo de câncer hematológico caracterizado pela proliferação descontrolada de células mieloides imaturas na medula óssea, comprometendo a produção normal de células sanguíneas. LMA apresenta grande heterogeneidade genética e molecular, o que influencia o prognóstico e a resposta ao tratamento, sendo a neoplasia mieloide mais agressiva e com piores desfechos clínicos. O gene PTP4A3 codifica uma tirosina fosfatase envolvida em processos como proliferação, migração e invasão celular, sendo frequentemente superexpresso em diversos tumores, estando associado principalmente a câncer colorretal e câncer de ovário. Atua promovendo a progressão tumoral ao modular vias como PI3K/Akt e MAPK, além de favorecer angiogênese e remodelação do citoesqueleto. Estudos têm associado a alta expressão de PTP4A3 a piores prognósticos e maior agressividade tumoral, sugerindo seu potencial como biomarcador e alvo terapêutico. Desta forma, o objetivo do estudo foi caracterizar o impacto do PTP4A3 sob os desfechos de sobrevida, características clínicas e funções biológicas em pacientes com LMA que receberam terapia curativa. Foram utilizados dados de sequenciamento de RNA, características e desfechos clínicos de pacientes com LMA depositados no cBioPortal for Cancer Genomics. Os transcritos de RNAseq das coortes do TCGA foram pré-classificados de acordo com sua expressão diferencial, comparando amostras com alta e baixa expressão de PTP4A3. A sobrevida global e a sobrevida livre de doença da coorte TCGA foram investigadas pelo modelo de regressão de Cox. Análises de correlação, associação e comparação entre grupos foram realizados. A análise de enriquecimento gênico (GSEA) pré-rankeada foi realizada para identificar as vias de sinalização relacionadas à expressão de PIP4K2s. FDR<0.25 e p valor < 0.05 foram considerados estatisticamente significativos. Em pacientes com LMA, os altos níveis de PTP4A3 impactaram negativamente a sobrevida global e livre de doença (HR > 1, p < 0.05). A alta expressão de PTP4A3 foi associada com grupos de piores riscos moleculares e contagem de leucócitos e foi um fator independente de prognóstico. Nas análises de genômica funcional, a alta expressão de PTP4A3 foi associada com diversos processos biológicos e moleculares, dos quais destacamos: vias de sinalização IL-6/JAK2/STAT3, TNFA/NFKB, IL2/STAT5. Os dados obtidos demonstram que pacientes com LMA com alta expressão de PTP4A3 apresentam um prognóstico desfavorável. A expressão diferencial está associada a vias relevantes na leucemogênese, com papel no crescimento, proliferação e sobrevivência celular. Esses achados reforçam o potencial de PTP4A3 como marcador prognóstico e possível alvo molecular. Uma abordagem farmacológica direcionada pode representar uma estratégia promissora para terapias mais eficazes. FAPESP, CNPq e CAPES.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
Universidade Federal de São Carlos (BR), Universidade de São Paulo (BR)
Openalex Percentile: Top 72%
Protein Tyrosine Phosphatases
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