IMPACTO PROGNÓSTICO DA DELEÇÃO DO GENE IKZF1 EM CRIANÇAS COM LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA DO RJ
A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) é a neoplasia mais comum na infância. Alcançou altos índices de cura com tratamento guiado pelo risco de recidiva, previsto através de fatores clínicos e biológicos, como a quantificação de Doença Residual Mensurável (DRM) a presença de alterações genéticas como os rearranjos em ktm2a, bcrabl, a deleção do gene IKZF1, etc. Outras alterações genéticas vêm sendo estudadas com respeito a seu valor prognóstico, entretanto ainda não são utilizadas para mudança de tratamento. Avaliar o impacto da deleção em IKZF1 na quantificação da DRM no D15 e D33 na sobrevida global e livre de eventos. Estudo de uma coorte de 157 crianças diagnosticadas com LLA entre 2017 e 2023, acompanhados no IPPMG/UFRJ ou HFL. A quantificação de DRM foi realizada por Citometria de Fluxo Multiparamétrica (CFM) com o protocolo NGF-BCP-MDR do EuroFlow. As alterações genéticas foram investigadas por PCR em tempo real e MLPA no Instituto Nacional do Câncer (INCA). Dados clínicos, laboratoriais e de evolução foram obtidos dos prontuários. O pacote estatístico SPSS foi utilizado para realizar os testes de hipótese, as curvas de Kaplan-Meyer e log-rank, p ≤ 0,05 considerado significativo. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa local. A população estudada apresentou mediana de idade de 5,8 anos, predominando o subtipo LLA B (84,1%). Deleção no gene IKZF1 foi detectada em 5,7% dos casos. No D15, 87,8% dos pacientes apresentavam DRM positiva, sem diferença significativa entre portadores ou não da deleção. No D33, porém, a positividade foi significativamente maior nos pacientes com deleção em IKZF1 (88,9% vs . 48,9%; p = 0,02). A Sobrevida Livre de Eventos em 2-anos (SLE2) foi significativamente menores em pacientes com deleção de IKZF1 (XX% vs . YY% em pacientes sem a deleção (p = 0,02), bom como a Sobrevida Global (SG) – (XX% vs . YY%, e p = 0,04). A deleção de IKZF1 se confirmou como fator de mau prognóstico para a sobrevivência das crianças com LLA, tanto SLE2 quanto SG.Além disso se associou a uma pior resposta terapêutica ao final da indução, com maiores níveis de DRM no D33. Esses dados ressaltam a importância da incorporação de marcadores genéticos e da monitoração de DRM no acompanhamento desses pacientes, auxiliando na estratificação de risco, visando melhor individualização terapêutica e direcionamento terapêutico mais adequado.
Authors
- EB Riscarolli
- Mariana Emerenciano (ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2337-8420)
- MGP Land
- Thayana C. Barbosa (ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9781-8647)
- Elen Oliveira (ORCID: https://orcid.org/0000-0001-9673-4145)
- KG Frigotto (ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1517-3548)
- E.O. Costa
- VRA Valviesse
- JE Jazbik
Institutions
- Universidade Federal do Rio de Janeiro (BR)
- Instituto Nacional de Câncer - INCA (BR)
- Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (BR)
Publication Details
- Journal
- Hematology Transfusion and Cell Therapy
- Published
- 2025-10-01
- DOI
- https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.105113
- Primary Topic
- Acute Lymphoblastic Leukemia research
- Type
- article
- Field-Weighted Citation Impact
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