ANÁLISE DA FREQUÊNCIA DE SÍFILIS EM DOADORES DE SANGUE NAS DIFERENTES REGIÕES DO GRUPO GSH.

A sífilis é uma DST crônica e potencialmente grave, que permanece um importante problema de saúde pública no Brasil, apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento. Sua persistência está ligada à desigualdade no acesso à informação e à saúde, falhas no diagnóstico precoce, baixa adesão ao uso de preservativos e dificuldades na notificação e acompanhamento dos casos. Avaliar a prevalência de sífilis em doadores de sangue atendidos, ao longo do ano de 2024, nas 12 unidades de bancos de sangue e postos de coleta do Grupo GSH, localizados em diferentes regiões do Brasil, com o intuito de compreender seu perfil epidemiológico. Trata-se de um estudo retrospectivo, observacional e descritivo, baseado na análise dos resultados da triagem sorológica para sífilis, por meio de testes treponêmicos, realizados em doadores de sangue atendidos, ao longo do ano de 2024, nas 12 unidades de bancos de sangue e postos de coleta do Grupo GSH. As unidades estão localizadas nas seguintes regiões: São Paulo (capital e interior), Rio de Janeiro (capital e interior), Distrito Federal, Recife (PE), Salvador (BA), Teresina (PI) e Santo André (ABC Paulista). As amostras foram processadas pelo Laboratório Integrado de Análises Clínicas (LIAC), responsável pela execução dos exames sorológicos em toda a rede. Foram considerados positivos os resultados reagentes, de acordo com o protocolo institucional vigente. Os dados foram extraídos de um sistema informatizado interno, garantindo padronização e rastreabilidade das informações. As variáveis analisadas incluíram o número total de doações e a frequência de resultados reagentes para sífilis em cada uma das regiões participantes. Os dados foram estratificados por localidade, permitindo a comparação entre a unidades quanto à taxa de positividade e a identificação de possíveis diferenças regionais na prevalência da infecção ao longo do período avaliado. Durante o ano de 2024, foram realizadas 152.010 doações de sangue nos 12 bancos de sangue e postos de coleta do Grupo GSH distribuídas por diversas regiões do Brasil. Destas, 2.457 apresentaram resultados reagentes para sífilis, resultando em uma prevalência geral de 1,62%. Na análise por localidade, observou-se variação significativa na prevalência entre as unidades. O estado do Rio de Janeiro, incluindo capital e interior, concentrou o maior número de casos (n=1.208), representando cerca de 49,1% do total. Destaca-se a unidade de Nova Iguaçu, com 439 casos em 9.255 doações, sugerindo uma prevalência regional elevada. O estado de São Paulo, incluindo capital, interior e região do ABC, registrou um total de 544 casos (22,1%), seguido pelo Piauí (n=307; 12,5%), Pernambuco (n=196; 8%), Bahia (n=148; 6%) e Distrito Federal (n=54; 2,2%).Embora algumas unidades tenham um número absoluto menor de doações, apresentaram proporções elevadas de casos reagentes, evidenciando a importância da análise proporcional para compreensão do perfil epidemiológico da sífilis nos doadores. Esse cenário reforça a necessidade de abordagens específicas por região, com ações educativas e preventivas mais direcionadas. A prevalência de sífilis entre doadores do Grupo GSH destaca a importância da triagem rigorosa e de ações educativas. É essencial fortalecer a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento, ampliando o acesso à informação sobre a transmissão silenciosa da doença e promovendo o uso do preservativo, visando à segurança transfusional e à formação de uma rede de doadores mais seguros.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.105799
Primary Topic
Syphilis Diagnosis and Treatment
Type
article
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article

ANÁLISE DA FREQUÊNCIA DE SÍFILIS EM DOADORES DE SANGUE NAS DIFERENTES REGIÕES DO GRUPO GSH.

DE Rossetto, ACA Pitol, APC Rodrigues, APC Sessin et al.
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Syphilis Diagnosis and Treatment
article

ANÁLISE DA FREQUÊNCIA DE SÍFILIS EM DOADORES DE SANGUE NAS DIFERENTES REGIÕES DO GRUPO GSH.

DE Rossetto, ACA Pitol, APC Rodrigues, APC Sessin, FJ Benati, Rita Bento
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Abstract

A sífilis é uma DST crônica e potencialmente grave, que permanece um importante problema de saúde pública no Brasil, apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento. Sua persistência está ligada à desigualdade no acesso à informação e à saúde, falhas no diagnóstico precoce, baixa adesão ao uso de preservativos e dificuldades na notificação e acompanhamento dos casos. Avaliar a prevalência de sífilis em doadores de sangue atendidos, ao longo do ano de 2024, nas 12 unidades de bancos de sangue e postos de coleta do Grupo GSH, localizados em diferentes regiões do Brasil, com o intuito de compreender seu perfil epidemiológico. Trata-se de um estudo retrospectivo, observacional e descritivo, baseado na análise dos resultados da triagem sorológica para sífilis, por meio de testes treponêmicos, realizados em doadores de sangue atendidos, ao longo do ano de 2024, nas 12 unidades de bancos de sangue e postos de coleta do Grupo GSH. As unidades estão localizadas nas seguintes regiões: São Paulo (capital e interior), Rio de Janeiro (capital e interior), Distrito Federal, Recife (PE), Salvador (BA), Teresina (PI) e Santo André (ABC Paulista). As amostras foram processadas pelo Laboratório Integrado de Análises Clínicas (LIAC), responsável pela execução dos exames sorológicos em toda a rede. Foram considerados positivos os resultados reagentes, de acordo com o protocolo institucional vigente. Os dados foram extraídos de um sistema informatizado interno, garantindo padronização e rastreabilidade das informações. As variáveis analisadas incluíram o número total de doações e a frequência de resultados reagentes para sífilis em cada uma das regiões participantes. Os dados foram estratificados por localidade, permitindo a comparação entre a unidades quanto à taxa de positividade e a identificação de possíveis diferenças regionais na prevalência da infecção ao longo do período avaliado. Durante o ano de 2024, foram realizadas 152.010 doações de sangue nos 12 bancos de sangue e postos de coleta do Grupo GSH distribuídas por diversas regiões do Brasil. Destas, 2.457 apresentaram resultados reagentes para sífilis, resultando em uma prevalência geral de 1,62%. Na análise por localidade, observou-se variação significativa na prevalência entre as unidades. O estado do Rio de Janeiro, incluindo capital e interior, concentrou o maior número de casos (n=1.208), representando cerca de 49,1% do total. Destaca-se a unidade de Nova Iguaçu, com 439 casos em 9.255 doações, sugerindo uma prevalência regional elevada. O estado de São Paulo, incluindo capital, interior e região do ABC, registrou um total de 544 casos (22,1%), seguido pelo Piauí (n=307; 12,5%), Pernambuco (n=196; 8%), Bahia (n=148; 6%) e Distrito Federal (n=54; 2,2%).Embora algumas unidades tenham um número absoluto menor de doações, apresentaram proporções elevadas de casos reagentes, evidenciando a importância da análise proporcional para compreensão do perfil epidemiológico da sífilis nos doadores. Esse cenário reforça a necessidade de abordagens específicas por região, com ações educativas e preventivas mais direcionadas. A prevalência de sífilis entre doadores do Grupo GSH destaca a importância da triagem rigorosa e de ações educativas. É essencial fortalecer a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento, ampliando o acesso à informação sobre a transmissão silenciosa da doença e promovendo o uso do preservativo, visando à segurança transfusional e à formação de uma rede de doadores mais seguros.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
Fleury S.A. (Brazil) (BR)
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Syphilis Diagnosis and Treatment
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