PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO, RESPOSTA AO TRATAMENTO E SOBREVIDA EM PACIENTES COM LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA (LMA) TRATADOS COM QUIMIOTERAPIA INTENSA E NÃO INTENSA EM HOSPITAL PRIVADO NO RIO DE JANEIRO

O tratamento da LMA para pacientes fit consiste em quimioterapia intensa com intuito curativo, já os pacientes unfits os tratamentos menos intensos são os de escolha também com proposta curativa. Comparar o perfil clínico-epidemiológico, resposta ao tratamento e sobrevida de paciente com LMA submetidos a quimioterapia intensa e não intensa em um Hospital privado do Rio de Janeiro. Estudo observacional e retrospectivo de paciente com LMA submetidos a quimioterapia intensa e não intensa acompanhados no Hospital Quinta D´or de 2018 à 2024. Coleta de dados de prontuário. Analisado características demográficas, clínicas e de tratamento com estatística descritiva. Sobrevida global (SG) foi estumado pelo método de Kaplan-Meier e avaliado por LOG rank. Avaliados 38 pacientes com LMA submetidos à quimioterapia intensa e não intensa. 65,7% receberam quimioterapia intensa e 34,3 % não intensa. 53,3% são de alto risco nos que receberam quimioterapia não intensa e 28% na quimioterapia intensa segundo ELN 2022. 32% dos pacientes que receberam quimioterapia intensa foram a transplante de medula óssea e 15,4% na quimioterapia não intensa. A mediana de SG no grupo que recebeu quimioterapia intensa foi de 13,5 meses e 4,5 meses no grupo de quimioterapia não intensa (IC 95%). Os pacientes que receberam quimioterapia não intensa apresentaram menor SG, comparados àqueles que receberam quimioterapia intensa. De acordo com a literatura que sugere que idosos por apresentarem mais comorbidades e doença de alto risco genético, apresentam maior incidência de óbito precoce e pior desfecho clínico. Contudo, os resultados foram aceitáveis aos reportados na literatura em ambas as populações nesta análise, especialmente na população jovem que pode ser justificado pelo risco citogenético pelo ELN 2022 e menos comorbidades. Os achados na nossa coorte confirmam o desfecho clínico inferior nos que receberam quimioterapia não intensa. Diante do exposto, fica claro a necessidade dos exames diagnósticos e prognósticos precocemente, podendo ser utilizadas terapias alvos e transplante de medula óssea alogenico no Rio de Janeiro para garantir suporte mais individualizado e melhores desfechos.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.104629
Primary Topic
Women's cancer prevention and management
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
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PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO, RESPOSTA AO TRATAMENTO E SOBREVIDA EM PACIENTES COM LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA (LMA) TRATADOS COM QUIMIOTERAPIA INTENSA E NÃO INTENSA EM HOSPITAL PRIVADO NO RIO DE JANEIRO

FM Nucci, R. I. A. A. Baptista, Rogério Santiago Araújo, Caio Marques da Silva et al.
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Women's cancer prevention and management
article

PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO, RESPOSTA AO TRATAMENTO E SOBREVIDA EM PACIENTES COM LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA (LMA) TRATADOS COM QUIMIOTERAPIA INTENSA E NÃO INTENSA EM HOSPITAL PRIVADO NO RIO DE JANEIRO

FM Nucci, R. I. A. A. Baptista, Rogério Santiago Araújo, Caio Marques da Silva, M. Florencia Martini, GM de Sales Sardinha, AC de Azevedo Araújo Lima
article en

Abstract

O tratamento da LMA para pacientes fit consiste em quimioterapia intensa com intuito curativo, já os pacientes unfits os tratamentos menos intensos são os de escolha também com proposta curativa. Comparar o perfil clínico-epidemiológico, resposta ao tratamento e sobrevida de paciente com LMA submetidos a quimioterapia intensa e não intensa em um Hospital privado do Rio de Janeiro. Estudo observacional e retrospectivo de paciente com LMA submetidos a quimioterapia intensa e não intensa acompanhados no Hospital Quinta D´or de 2018 à 2024. Coleta de dados de prontuário. Analisado características demográficas, clínicas e de tratamento com estatística descritiva. Sobrevida global (SG) foi estumado pelo método de Kaplan-Meier e avaliado por LOG rank. Avaliados 38 pacientes com LMA submetidos à quimioterapia intensa e não intensa. 65,7% receberam quimioterapia intensa e 34,3 % não intensa. 53,3% são de alto risco nos que receberam quimioterapia não intensa e 28% na quimioterapia intensa segundo ELN 2022. 32% dos pacientes que receberam quimioterapia intensa foram a transplante de medula óssea e 15,4% na quimioterapia não intensa. A mediana de SG no grupo que recebeu quimioterapia intensa foi de 13,5 meses e 4,5 meses no grupo de quimioterapia não intensa (IC 95%). Os pacientes que receberam quimioterapia não intensa apresentaram menor SG, comparados àqueles que receberam quimioterapia intensa. De acordo com a literatura que sugere que idosos por apresentarem mais comorbidades e doença de alto risco genético, apresentam maior incidência de óbito precoce e pior desfecho clínico. Contudo, os resultados foram aceitáveis aos reportados na literatura em ambas as populações nesta análise, especialmente na população jovem que pode ser justificado pelo risco citogenético pelo ELN 2022 e menos comorbidades. Os achados na nossa coorte confirmam o desfecho clínico inferior nos que receberam quimioterapia não intensa. Diante do exposto, fica claro a necessidade dos exames diagnósticos e prognósticos precocemente, podendo ser utilizadas terapias alvos e transplante de medula óssea alogenico no Rio de Janeiro para garantir suporte mais individualizado e melhores desfechos.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
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Women's cancer prevention and management
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