FREQUÊNCIA DE OCORRÊNCIA DE ANTI-CORPOS IRREGULARES EM RECEPTORES NA UNIDADE TRANSFUSIONAL DO HOSPITAL SÃO JOSÉ DE TERESÓPOLIS UNIDADE GSH ‒ RJ

A descoberta dos antígenos eritrocitários foi considerada um dos avanços mais importantes nas pesquisas da área médica, na primeira metade do século XX.1 Desde que o sistema ABO foi descoberto, em 1900, foram descritos mais de 250 antígenos eritrocitários, organizados em sistemas, séries e coleções. De acordo com sua origem, os anticorpos antieritrocitários são classificados em regulares (naturalmente após o nascimento: anti-A, anti-B e anti-AB) e irregulares (secundários ao contato com antígenos que não possui, como em transfusões ou gestações: sistemas Rh, Kell, MNS, Lewis, Duffy, Kidd e outros). Verificar a incidência da presença de PAI positivo e a identificação das classes de anticorpos antieritrocitários irregulares encontradas em receptores de sangues da unidade transfusional hospitalar pertencente ao Grupo GSH no Hospital São José – Teresópolis- RJ. Avaliado a incidência e a de identificação dos anticorpos irregulares de amostras pré-transfusionais de receptores de sangue (1960 eventos) com PAI positivo no período de março de 2024 à maio de 2025. Dados coletados através do sistema Real Blood, que é o utilizado no Grupo GSH. A prevalência na literatura de aloimunização encontra-se entre 1% a 6%, sendo de maior ocorrência, os antígenos do sistema Rh e Kell, os quais possuem maior capacidade imunogênica. Nesta avaliação, foi encontrado 90% das ocorrências para antígenos C, D e E, corroborando com estes dados descritos. Em concordância com a literatura, encontramos maior prevalência de ocorrência em receptores do sexo feminino (65%). A incidência de anti-K nessa avaliação foi baixa (apenas 5%). Dado distinto foi a identificação de Ac frio e de mais de um antígeno por receptor. Em pacientes sem doenças hematológicas. A aloimunização pode ser prevenida ou reduzida, através da realização de fenotipagem antes da primeira transfusão em receptores de maior risco (naqueles onde a politransfusão é possível, como em portadores de neoplasias, doenças hematológicas ou renais crônicas), prática realizada de rotina na unidade transfusional. A efetividade dessa prática pode ser confirmada, pois apenas 2 das ocorrências analisadas nessa unidade foram RT tardia.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.106013
Primary Topic
Blood groups and transfusion
Type
article
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FREQUÊNCIA DE OCORRÊNCIA DE ANTI-CORPOS IRREGULARES EM RECEPTORES NA UNIDADE TRANSFUSIONAL DO HOSPITAL SÃO JOSÉ DE TERESÓPOLIS UNIDADE GSH ‒ RJ

Wagner Luís Ferreira, MZ Colonese, Carlos Manuel Duarte
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Blood groups and transfusion
article

FREQUÊNCIA DE OCORRÊNCIA DE ANTI-CORPOS IRREGULARES EM RECEPTORES NA UNIDADE TRANSFUSIONAL DO HOSPITAL SÃO JOSÉ DE TERESÓPOLIS UNIDADE GSH ‒ RJ

Wagner Luís Ferreira, MZ Colonese, Carlos Manuel Duarte
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Abstract

A descoberta dos antígenos eritrocitários foi considerada um dos avanços mais importantes nas pesquisas da área médica, na primeira metade do século XX.1 Desde que o sistema ABO foi descoberto, em 1900, foram descritos mais de 250 antígenos eritrocitários, organizados em sistemas, séries e coleções. De acordo com sua origem, os anticorpos antieritrocitários são classificados em regulares (naturalmente após o nascimento: anti-A, anti-B e anti-AB) e irregulares (secundários ao contato com antígenos que não possui, como em transfusões ou gestações: sistemas Rh, Kell, MNS, Lewis, Duffy, Kidd e outros). Verificar a incidência da presença de PAI positivo e a identificação das classes de anticorpos antieritrocitários irregulares encontradas em receptores de sangues da unidade transfusional hospitalar pertencente ao Grupo GSH no Hospital São José – Teresópolis- RJ. Avaliado a incidência e a de identificação dos anticorpos irregulares de amostras pré-transfusionais de receptores de sangue (1960 eventos) com PAI positivo no período de março de 2024 à maio de 2025. Dados coletados através do sistema Real Blood, que é o utilizado no Grupo GSH. A prevalência na literatura de aloimunização encontra-se entre 1% a 6%, sendo de maior ocorrência, os antígenos do sistema Rh e Kell, os quais possuem maior capacidade imunogênica. Nesta avaliação, foi encontrado 90% das ocorrências para antígenos C, D e E, corroborando com estes dados descritos. Em concordância com a literatura, encontramos maior prevalência de ocorrência em receptores do sexo feminino (65%). A incidência de anti-K nessa avaliação foi baixa (apenas 5%). Dado distinto foi a identificação de Ac frio e de mais de um antígeno por receptor. Em pacientes sem doenças hematológicas. A aloimunização pode ser prevenida ou reduzida, através da realização de fenotipagem antes da primeira transfusão em receptores de maior risco (naqueles onde a politransfusão é possível, como em portadores de neoplasias, doenças hematológicas ou renais crônicas), prática realizada de rotina na unidade transfusional. A efetividade dessa prática pode ser confirmada, pois apenas 2 das ocorrências analisadas nessa unidade foram RT tardia.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
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Blood groups and transfusion
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