AGILIDADE NO MANEJO DA PTT: AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO OPERACIONAL DO SERVIÇO DE AFÉRESE AO LONGO DE 12 MESES, COM BASE NA APLICAÇÃO DE INDICADORES DE DESEMPENHO

A púrpura trombocitopênica trombótica (PTT) é uma microangiopatia trombótica caracterizada por anemia hemolítica e trombocitopenia, causada por uma deficiência adquirida grave da enzima ADAMTS13, responsável por clivar o fator von Willebrand. Na ausência dessa enzima, formam-se multímeros anormais, causando microtrombos na circulação. Trata-se de uma urgência médica, portanto o início ágil do tratamento com plasmaférese (PLF) é fundamental para o sucesso terapêutico. Descrever o indicador tempo de resposta (TR), que contabiliza o intervalo entre a solicitação formal de PLF e a realização do primeiro procedimento, bem como descrever os principais desafios para o atendimento ágil. Estudo descritivo e retrospectivo, baseado na análise de registros operacionais de procedimentos de PLF realizados em pacientes com suspeita de PTT, entre janeiro e dezembro de 2024. Foi considerada como meta de TR até 6 horas. Onze pacientes foram incluídos, com TRs que variaram entre 2,2h e 16,0h e estiveram dentro da meta em 8 (72,73%) casos. Todos necessitaram de passagem de catéter venoso central (CVC). A média e mediana dos tempos de resposta foram 4,98h e 3,58h, respectivamente. A média foi impactada por um caso de TR de 16 horas, devido à indisponibilidade de leito de UTI para realizar PLF, exigência da instituição solicitante. Os resultados indicam que o TR para o início da PLF em pacientes com suspeita de PTT foi satisfatório em > 70% dos casos, demonstrando boa agilidade operacional, apesar da necessidade de CVC e questões logísticas das instituições solicitantes, que podem atrasar o início da PLF. O uso do indicador TR mostrou-se eficaz para monitorar o desempenho do serviço e identificar oportunidades de melhoria. A disponibilidade de acesso e questões logísticas relacionadas às instituições solicitantes foram os principais desafios para um atendimento ágil, porém não impediram um desempenho satisfatório. O indicador contribui para estabelecer fluxos que facilitem superar tais desafios e agilizar o atendimento de pacientes com PTT, favorecendo o sucesso do tratamento.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.105579
Primary Topic
Clinical Laboratory Practices and Quality Control
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
0.00
Controls
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ALL TIME
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AGILIDADE NO MANEJO DA PTT: AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO OPERACIONAL DO SERVIÇO DE AFÉRESE AO LONGO DE 12 MESES, COM BASE NA APLICAÇÃO DE INDICADORES DE DESEMPENHO

MF Nobre, JS Alves, Márcio Osvaldo Lima Magalhães, LEM Carvalho et al.
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Clinical Laboratory Practices and Quality Control
article

AGILIDADE NO MANEJO DA PTT: AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO OPERACIONAL DO SERVIÇO DE AFÉRESE AO LONGO DE 12 MESES, COM BASE NA APLICAÇÃO DE INDICADORES DE DESEMPENHO

MF Nobre, JS Alves, Márcio Osvaldo Lima Magalhães, LEM Carvalho, Sonilda Dias Moreira Rodrigues dos Santos, SAT Barbosa, NCM Castro, Manuela Meireles, Sérgio Pinter Garcia Filho, Vera Paiva
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Abstract

A púrpura trombocitopênica trombótica (PTT) é uma microangiopatia trombótica caracterizada por anemia hemolítica e trombocitopenia, causada por uma deficiência adquirida grave da enzima ADAMTS13, responsável por clivar o fator von Willebrand. Na ausência dessa enzima, formam-se multímeros anormais, causando microtrombos na circulação. Trata-se de uma urgência médica, portanto o início ágil do tratamento com plasmaférese (PLF) é fundamental para o sucesso terapêutico. Descrever o indicador tempo de resposta (TR), que contabiliza o intervalo entre a solicitação formal de PLF e a realização do primeiro procedimento, bem como descrever os principais desafios para o atendimento ágil. Estudo descritivo e retrospectivo, baseado na análise de registros operacionais de procedimentos de PLF realizados em pacientes com suspeita de PTT, entre janeiro e dezembro de 2024. Foi considerada como meta de TR até 6 horas. Onze pacientes foram incluídos, com TRs que variaram entre 2,2h e 16,0h e estiveram dentro da meta em 8 (72,73%) casos. Todos necessitaram de passagem de catéter venoso central (CVC). A média e mediana dos tempos de resposta foram 4,98h e 3,58h, respectivamente. A média foi impactada por um caso de TR de 16 horas, devido à indisponibilidade de leito de UTI para realizar PLF, exigência da instituição solicitante. Os resultados indicam que o TR para o início da PLF em pacientes com suspeita de PTT foi satisfatório em > 70% dos casos, demonstrando boa agilidade operacional, apesar da necessidade de CVC e questões logísticas das instituições solicitantes, que podem atrasar o início da PLF. O uso do indicador TR mostrou-se eficaz para monitorar o desempenho do serviço e identificar oportunidades de melhoria. A disponibilidade de acesso e questões logísticas relacionadas às instituições solicitantes foram os principais desafios para um atendimento ágil, porém não impediram um desempenho satisfatório. O indicador contribui para estabelecer fluxos que facilitem superar tais desafios e agilizar o atendimento de pacientes com PTT, favorecendo o sucesso do tratamento.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (BR)
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Clinical Laboratory Practices and Quality Control
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