PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO LINFOMA NÃO HODGKIN: UMA ANÁLISE COMPARATIVA

O linfoma não Hodgkin (LNH) é um tipo de câncer que tem origem no sistema linfático e engloba mais de 50 subtipos diferentes que se originam nas células brancas do sangue, os linfócitos. Pode se desenvolver em todas as áreas do corpo que possuem tecido linfático e acometer crianças, adolescentes e adultos. Em geral, o LNH é comumente associado ao envelhecimento. Compreender o perfil epidemiológico do linfoma não Hodgkin no Brasil e no mundo. Trata-se de um estudo descritivo baseado em dados secundários advindos de duas fontes oficiais: GLOBOCAN 2022 (International Agency for Research on Cancer) e Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil (INCA). Foram extraídas informações sobre número absoluto de casos e óbitos, taxas padronizadas por idade (ASR) e ranking de incidência, considerando ambos os sexos. Mundialmente, o LNH é o 10º tipo de câncer mais incidente, com 553.389 novos casos por ano e taxa padronizada por idade de 5,6/100 mil habitantes. A mortalidade global é de 250.679 óbitos/ano e a prevalência, em 5 anos, é estimada em 1,74 milhão de casos. A maior carga absoluta ocorre na Ásia, seguida por Europa e América do Norte. No Brasil, a doença está entre os 15 cânceres mais frequentes, com aproximadamente 5.126 óbitos anuais. As maiores taxas padronizadas ocorrem no Centro-Oeste (7,63 H; 6,61 M), Sul (7,54 H; 6,28 M) e Sudeste (6,24 H; 5,61 M), enquanto que as menores estão no Norte e Nordeste. Os subtipos mais comuns no mundo permanecem o linfoma difuso de grandes células B e o linfoma folicular. As distinções encontradas no perfil epidemiológico do LNH espelham a influência conjunta de condições socioeconômicas, ambientais e estruturais. No Brasil, a concentração de taxas maiores nas regiões mais desenvolvidas associam-se, para além dos fatores de risco ambientais e ocupacionais, à maior distribuição de serviços oncológicos, sejam estes relacionados ao tratamento, rastreamento ou diagnóstico. A análise comparativa entre diferentes cenários ressalta a urgência não só de ampliar e qualificar registros populacionais, como também de adequar metodologias de coleta de dados a fim de viabilizar comparações sólidas e fundamentar decisões estratégicas. O LNH apresenta uma perspectiva epidemiológica complexa e um desafio para a saúde pública apresentando distribuição díspar entre regiões. Reconhecer esses aspectos é crucial para refinar estratégias de rastreamento, diagnóstico precoce e alocação efetiva de recursos. Investir na ampliação do monitoramento, do acesso aos serviços especializados e na melhoria de registros é fundamental para diminuir a morbilidade e melhorar o cuidado dispensado aos pacientes.

Authors

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.104779
Primary Topic
Lymphoma Diagnosis and Treatment
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
0.00
Controls
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ALL TIME
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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO LINFOMA NÃO HODGKIN: UMA ANÁLISE COMPARATIVA

LAL Frota, Eugênia Jacira Bolacel Braga, MEP Vasconcelos, Mariana Nunes Miranda Carasek da Rocha et al.
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Lymphoma Diagnosis and Treatment
article

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO LINFOMA NÃO HODGKIN: UMA ANÁLISE COMPARATIVA

LAL Frota, Eugênia Jacira Bolacel Braga, MEP Vasconcelos, Mariana Nunes Miranda Carasek da Rocha, AKA Arcanjo, AMLR Portela, Cristiane Rodrigues da Silva, Ana Rita Pereira de Vasconcelos, LA Arcanjo, MES Tahim
article en

Abstract

O linfoma não Hodgkin (LNH) é um tipo de câncer que tem origem no sistema linfático e engloba mais de 50 subtipos diferentes que se originam nas células brancas do sangue, os linfócitos. Pode se desenvolver em todas as áreas do corpo que possuem tecido linfático e acometer crianças, adolescentes e adultos. Em geral, o LNH é comumente associado ao envelhecimento. Compreender o perfil epidemiológico do linfoma não Hodgkin no Brasil e no mundo. Trata-se de um estudo descritivo baseado em dados secundários advindos de duas fontes oficiais: GLOBOCAN 2022 (International Agency for Research on Cancer) e Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil (INCA). Foram extraídas informações sobre número absoluto de casos e óbitos, taxas padronizadas por idade (ASR) e ranking de incidência, considerando ambos os sexos. Mundialmente, o LNH é o 10º tipo de câncer mais incidente, com 553.389 novos casos por ano e taxa padronizada por idade de 5,6/100 mil habitantes. A mortalidade global é de 250.679 óbitos/ano e a prevalência, em 5 anos, é estimada em 1,74 milhão de casos. A maior carga absoluta ocorre na Ásia, seguida por Europa e América do Norte. No Brasil, a doença está entre os 15 cânceres mais frequentes, com aproximadamente 5.126 óbitos anuais. As maiores taxas padronizadas ocorrem no Centro-Oeste (7,63 H; 6,61 M), Sul (7,54 H; 6,28 M) e Sudeste (6,24 H; 5,61 M), enquanto que as menores estão no Norte e Nordeste. Os subtipos mais comuns no mundo permanecem o linfoma difuso de grandes células B e o linfoma folicular. As distinções encontradas no perfil epidemiológico do LNH espelham a influência conjunta de condições socioeconômicas, ambientais e estruturais. No Brasil, a concentração de taxas maiores nas regiões mais desenvolvidas associam-se, para além dos fatores de risco ambientais e ocupacionais, à maior distribuição de serviços oncológicos, sejam estes relacionados ao tratamento, rastreamento ou diagnóstico. A análise comparativa entre diferentes cenários ressalta a urgência não só de ampliar e qualificar registros populacionais, como também de adequar metodologias de coleta de dados a fim de viabilizar comparações sólidas e fundamentar decisões estratégicas. O LNH apresenta uma perspectiva epidemiológica complexa e um desafio para a saúde pública apresentando distribuição díspar entre regiões. Reconhecer esses aspectos é crucial para refinar estratégias de rastreamento, diagnóstico precoce e alocação efetiva de recursos. Investir na ampliação do monitoramento, do acesso aos serviços especializados e na melhoria de registros é fundamental para diminuir a morbilidade e melhorar o cuidado dispensado aos pacientes.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
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Lymphoma Diagnosis and Treatment
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