PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE INTERNAÇÕES POR ANEMIA MEGALOBLÁSTICA EM IDOSOS

A anemia megaloblástica, geralmente causada por deficiência de vitamina B12 e/ou ácido fólico, relaciona-se à má absorção, dietas inadequadas e uso crônico de medicamentos. É comum em idosos e impacta a funcionalidade e cognição, portanto, conhecer o perfil epidemiológico das internações é fundamental para guiar estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento. Analisar dados epidemiológicos de internações por anemia megaloblástica em idosos, identificando fatores de riscos e principais problemas para orientar estratégias de prevenção e tratamento. Foram selecionados 6 artigos publicados entre 2020 e 2025 nas bases PubMed, Google Acadêmico e SciELO, em inglês, espanhol e português. Utilizou-se de palavras chaves: “hospitalizations of megaloblastic anemia”, “Vitamin B12 Deficiency AND aged” e “megaloblastic anemia and elderly people”. Excluíram-se estudos que não tratavam de idosos e que não envolviam internações. Os estudos analisados apontam que o perfil epidemiológico de internações por anemia megaloblástica em idosos tem predomínio feminino (55% a 67%) e em indivíduos acima dos 75 anos. A prevalência de anemia variou de 66% a 73%, e a forma megaloblástica afetou até 25% da amostra. Quadros moderados a graves ocorreram em um terço dos pacientes, e sintomas neurológicos e funcionais em mais da metade. Os principais fatores incluem gastrite atrófica autoimune, dietas restritivas, má ingestão alimentar e o uso prolongado de inibidores da bomba de prótons e metformina. Além disso, o diagnóstico tardio e a investigação laboratorial insuficiente prolongam a internação e favorecem complicações. A anemia megaloblástica em idosos é um desafio clínico, especialmente em contextos hospitalares. Os estudos apontam sua alta prevalência na população geriátrica, além de dificuldades diagnósticas e terapêuticas que influenciam os desfechos desses indivíduos. O predomínio de mulheres e maiores de 75 anos reflete a vulnerabilidade crescente com o envelhecimento, especialmente em ambientes geriátricos e nefrológicos. A prevalência geral de anemia é de até 73%, sendo um quarto dos casos do tipo megaloblástica, destacando a gravidade do problema. A deficiência de vitamina B12 e/ou ácido fólico, associada à má absorção intestinal, dietas restritivas e uso prolongado de medicamentos como metformina e IBPs, é um dos principais causadores da anemia megaloblástica. Estudos revelam falhas na identificação precoce desses casos durante a hospitalização. No cenário institucional, a deficiência de B12 tem alta prevalência em relação à má nutrição e baixa ingestão proteica, o que justifica a adoção de protocolos de triagem nutricional nesses ambientes. A gastrite atrófica autoimune, causa comum da má absorção de B12, é um fator etiológico importante, mas frequentemente subdiagnosticado nos serviços gerais. Suas manifestações hematológicas e neurológicas podem ser confundidas com o envelhecimento, o que contribui para o atraso no diagnóstico, favorecendo quadros mais graves e maior risco de complicações. A anemia megaloblástica é frequente em idosos hospitalizados, especialmente em mulheres acima de 75 anos, associada à má nutrição, uso de medicamentos e doenças gástricas. Sua gravidade e possíveis manifestações neurológicas exigem triagem nutricional, investigação laboratorial adequada e diagnóstico precoce. O atraso na identificação compromete o prognóstico e aumenta a internação, evidenciando a importância de uma abordagem preventiva e multidisciplinar.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.105441
Primary Topic
Folate and B Vitamins Research
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
0.00
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ALL TIME
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article

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE INTERNAÇÕES POR ANEMIA MEGALOBLÁSTICA EM IDOSOS

Yasmin Samara Oliveira do Nascimento, Andrea Fiorillo, CBCD Carmo, JAINE MARIA DA SILVA et al.
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Folate and B Vitamins Research
article

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE INTERNAÇÕES POR ANEMIA MEGALOBLÁSTICA EM IDOSOS

Yasmin Samara Oliveira do Nascimento, Andrea Fiorillo, CBCD Carmo, JAINE MARIA DA SILVA, Gislene Silva, Ana Paula Cardoso Queiroz de Paiva, Jorge Gomes, Itamar Borges, G Viterbo Pires, Blanca Campos
article en

Abstract

A anemia megaloblástica, geralmente causada por deficiência de vitamina B12 e/ou ácido fólico, relaciona-se à má absorção, dietas inadequadas e uso crônico de medicamentos. É comum em idosos e impacta a funcionalidade e cognição, portanto, conhecer o perfil epidemiológico das internações é fundamental para guiar estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento. Analisar dados epidemiológicos de internações por anemia megaloblástica em idosos, identificando fatores de riscos e principais problemas para orientar estratégias de prevenção e tratamento. Foram selecionados 6 artigos publicados entre 2020 e 2025 nas bases PubMed, Google Acadêmico e SciELO, em inglês, espanhol e português. Utilizou-se de palavras chaves: “hospitalizations of megaloblastic anemia”, “Vitamin B12 Deficiency AND aged” e “megaloblastic anemia and elderly people”. Excluíram-se estudos que não tratavam de idosos e que não envolviam internações. Os estudos analisados apontam que o perfil epidemiológico de internações por anemia megaloblástica em idosos tem predomínio feminino (55% a 67%) e em indivíduos acima dos 75 anos. A prevalência de anemia variou de 66% a 73%, e a forma megaloblástica afetou até 25% da amostra. Quadros moderados a graves ocorreram em um terço dos pacientes, e sintomas neurológicos e funcionais em mais da metade. Os principais fatores incluem gastrite atrófica autoimune, dietas restritivas, má ingestão alimentar e o uso prolongado de inibidores da bomba de prótons e metformina. Além disso, o diagnóstico tardio e a investigação laboratorial insuficiente prolongam a internação e favorecem complicações. A anemia megaloblástica em idosos é um desafio clínico, especialmente em contextos hospitalares. Os estudos apontam sua alta prevalência na população geriátrica, além de dificuldades diagnósticas e terapêuticas que influenciam os desfechos desses indivíduos. O predomínio de mulheres e maiores de 75 anos reflete a vulnerabilidade crescente com o envelhecimento, especialmente em ambientes geriátricos e nefrológicos. A prevalência geral de anemia é de até 73%, sendo um quarto dos casos do tipo megaloblástica, destacando a gravidade do problema. A deficiência de vitamina B12 e/ou ácido fólico, associada à má absorção intestinal, dietas restritivas e uso prolongado de medicamentos como metformina e IBPs, é um dos principais causadores da anemia megaloblástica. Estudos revelam falhas na identificação precoce desses casos durante a hospitalização. No cenário institucional, a deficiência de B12 tem alta prevalência em relação à má nutrição e baixa ingestão proteica, o que justifica a adoção de protocolos de triagem nutricional nesses ambientes. A gastrite atrófica autoimune, causa comum da má absorção de B12, é um fator etiológico importante, mas frequentemente subdiagnosticado nos serviços gerais. Suas manifestações hematológicas e neurológicas podem ser confundidas com o envelhecimento, o que contribui para o atraso no diagnóstico, favorecendo quadros mais graves e maior risco de complicações. A anemia megaloblástica é frequente em idosos hospitalizados, especialmente em mulheres acima de 75 anos, associada à má nutrição, uso de medicamentos e doenças gástricas. Sua gravidade e possíveis manifestações neurológicas exigem triagem nutricional, investigação laboratorial adequada e diagnóstico precoce. O atraso na identificação compromete o prognóstico e aumenta a internação, evidenciando a importância de uma abordagem preventiva e multidisciplinar.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
Universidade Católica de Brasília (BR)
Openalex Percentile: Top 55%
Folate and B Vitamins Research
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