ANEMIA: UM DESAfiO GLOBAL DE SAÚDE COM IMPLICAÇÕES MULTIFATORIAIS

A anemia é a desordem hematológica mais prevalente no mundo, afetando mais de um bilhão de pessoas, principalmente crianças, gestantes e idosos. Ela é definida pela redução na concentração de hemoglobina no sangue, resultando em hipóxia tecidual e complicações sistêmicas. A causa mais comum de anemia é a deficiência de ferro, seguida por doenças inflamatórias. O diagnóstico precoce é extremamente importante, já que ela é associada com um aumento na morbidade e mortalidade em populações vulneráveis, e além disso, pode resultar em prejuízos socioeconômicos, intelectuais e de qualidade de vida. compreender o motivo das crianças, mulheres em idade fértil e idosos serem considerados populações de maior risco para anemia. Metodologia: revisão narrativa de literatura utilizando as bases de dados do PubMed e Scielo com artigos publicados em inglês ou português de 2001 a 2024 e descritores de anemia em crianças, anemia em mulheres e anemia em idosos. A anemia por deficiência de ferro é uma causa importante de morbidade em mulheres, que representam 30,2% dos casos globais. Suas causas são multifatoriais: menstruação, sangramentos uterinos, perdas gastrointestinais e infecções como malária, ancilostomíase e esquistossomose. Adolescentes até 19 anos são mais vulneráveis devido ao crescimento, perdas menstruais e dieta inadequada. Na gestação, 12% das mulheres começam com estoques baixos, e a demanda por ferro cresce até 10 vezes. Elevando o risco de mortalidade materna e perinatal, prematuridade (2,6x) e baixo peso ao nascer (3,1x), tornando essencial a suplementação. No pós-parto, a anemia leva à depressão e dificuldade na amamentação, e seus filhos têm maior risco de prejuízo no aprendizado e memória no futuro. O cenário de anemia mais comum em idosos é devido à deficiência de ferro. 30% das anemias em idosos são causadas por processos inflamatórios, frequentemente associados a câncer, diabetes e problemas cardiovasculares. Além disso, o envelhecimento compromete a eritropoiese e aumenta a incidência de síndromes mielodisplásicas. A anemia se apresenta como um problema global, particularmente em grupos vulneráveis como crianças, mulheres em idade fértil e idosos. O diagnóstico precoce e o manejo são essenciais para prevenção de complicações. Estratégias de prevenção são essenciais para melhorar os desfechos clínicos.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.104069
Primary Topic
Maternal and Neonatal Healthcare
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
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ALL TIME
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OCT
article

ANEMIA: UM DESAfiO GLOBAL DE SAÚDE COM IMPLICAÇÕES MULTIFATORIAIS

JBCB Silva, FS Zottmann, Matteo Baraldi, BB Vinholes et al.
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Maternal and Neonatal Healthcare
article

ANEMIA: UM DESAfiO GLOBAL DE SAÚDE COM IMPLICAÇÕES MULTIFATORIAIS

JBCB Silva, FS Zottmann, Matteo Baraldi, BB Vinholes, CMV Borges, RT Silva, JDL Coneglian
article en

Abstract

A anemia é a desordem hematológica mais prevalente no mundo, afetando mais de um bilhão de pessoas, principalmente crianças, gestantes e idosos. Ela é definida pela redução na concentração de hemoglobina no sangue, resultando em hipóxia tecidual e complicações sistêmicas. A causa mais comum de anemia é a deficiência de ferro, seguida por doenças inflamatórias. O diagnóstico precoce é extremamente importante, já que ela é associada com um aumento na morbidade e mortalidade em populações vulneráveis, e além disso, pode resultar em prejuízos socioeconômicos, intelectuais e de qualidade de vida. compreender o motivo das crianças, mulheres em idade fértil e idosos serem considerados populações de maior risco para anemia. Metodologia: revisão narrativa de literatura utilizando as bases de dados do PubMed e Scielo com artigos publicados em inglês ou português de 2001 a 2024 e descritores de anemia em crianças, anemia em mulheres e anemia em idosos. A anemia por deficiência de ferro é uma causa importante de morbidade em mulheres, que representam 30,2% dos casos globais. Suas causas são multifatoriais: menstruação, sangramentos uterinos, perdas gastrointestinais e infecções como malária, ancilostomíase e esquistossomose. Adolescentes até 19 anos são mais vulneráveis devido ao crescimento, perdas menstruais e dieta inadequada. Na gestação, 12% das mulheres começam com estoques baixos, e a demanda por ferro cresce até 10 vezes. Elevando o risco de mortalidade materna e perinatal, prematuridade (2,6x) e baixo peso ao nascer (3,1x), tornando essencial a suplementação. No pós-parto, a anemia leva à depressão e dificuldade na amamentação, e seus filhos têm maior risco de prejuízo no aprendizado e memória no futuro. O cenário de anemia mais comum em idosos é devido à deficiência de ferro. 30% das anemias em idosos são causadas por processos inflamatórios, frequentemente associados a câncer, diabetes e problemas cardiovasculares. Além disso, o envelhecimento compromete a eritropoiese e aumenta a incidência de síndromes mielodisplásicas. A anemia se apresenta como um problema global, particularmente em grupos vulneráveis como crianças, mulheres em idade fértil e idosos. O diagnóstico precoce e o manejo são essenciais para prevenção de complicações. Estratégias de prevenção são essenciais para melhorar os desfechos clínicos.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
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