ANTÍGENO ERITROCITÁRIO DEA 1 EM CÃES DE DIFERENTES RAÇAS NA CIDADE DE LONDRINA/PR

O grupo sanguíneo mais conhecido em cães é o DEA (Dog Erythrocyte Antigen). Sendo o DEA 1 caracterizado pela ausência de anticorpos naturais, porém alta antigenicidade e produção de aloanticorpos após a sensibilização entre paciente DEA 1 negativo e doador DEA 1 positivo, causando em transfusões subsequentes reação hemolítica imunomediada aguda. A incidência do DEA 1 positivo varia de acordo com a região estudada e com a raça do cão. Este estudo teve como objetivo determinar a incidência do antígeno eritrocitário DEA 1 positivo em cães de diferentes raças atendidos em um hospital veterinário universitário na cidade de Londrina. Foram avaliados 150 cães, machos e fêmeas, com idades entre quatro meses e 16 anos, pertencentes a 18 raças distintas, além de cães sem raça definida (SRD). A tipagem sanguínea foi realizada por meio do teste imunocromatográfico comercial específico para detecção do antígeno eritrocitário DEA 1 (Quick Test DEA 1.1®, Alvedia, Lyon, França). As amostras sanguíneas foram coletadas de tubos de sangue contendo EDTA utilizados para a realização de hemograma e analisadas conforme as instruções do fabricante, observando-se a presença ou ausência da banda de coloração vermelha no campo de leitura como critério de positividade para DEA 1. Dos 150 cães analisados, 57,33% (86/150) foram positivos para DEA 1. A distribuição por raça revelou prevalência de positivos de 70,83% (34/48) em cães da raça Golden Retriever; 30% (6/20) em Pit Bull; 64,29% (18/28) em cães sem raça definida (SRD); 55,56% (5/9) em Pastor Alemão; 55,56% (5/9) em Shih Tzu e 50% (18/36) nos cães pertencentes a outras 14 raças. As demais raças incluíram, entre outras, Labrador, Rottweiler, Boxer e Border Collie. A incidência geral de cães positivos para o antígeno DEA 1 observada neste estudo (57,33%) está alinhada com o descrito na literatura, que indica uma distribuição relativamente equilibrada entre cães positivos e negativos. Observou-se maior frequência de positividade para DEA 1 em cães da raça Golden Retriever (70,83%) e sem raça definida (64,29%), e menor prevalência identificada em cães da raça Pit Bull (30%). Os dados obtidos demonstraram variações na prevalência do DEA 1 entre as diferentes raças avaliadas. O risco de um cão DEA 1 negativo receber um sangue DEA 1 positivo é alta nesta população, aumentando o risco de sensibilização e reação hemolítica imunomediada aguda. Portanto, a tipagem sanguínea e provas de compatibilidade, como a reação cruzada, são fundamentais para garantir maior segurança transfusional e diminuição da sensibilização em cães.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Published
2025-10-01
DOI
https://doi.org/10.1016/j.htct.2025.105049
Primary Topic
Blood groups and transfusion
Type
article
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ANTÍGENO ERITROCITÁRIO DEA 1 EM CÃES DE DIFERENTES RAÇAS NA CIDADE DE LONDRINA/PR

A. F. Silva, ACO Silva, P. Pereira, Patrick Eugênio Luz et al.
Hematology Transfusion and Cell Therapy
Blood groups and transfusion
article

ANTÍGENO ERITROCITÁRIO DEA 1 EM CÃES DE DIFERENTES RAÇAS NA CIDADE DE LONDRINA/PR

A. F. Silva, ACO Silva, P. Pereira, Patrick Eugênio Luz, Maria Isilda Oliveira, M. G. F. SOUSA, H. Ramos, KK Sarto
article en

Abstract

O grupo sanguíneo mais conhecido em cães é o DEA (Dog Erythrocyte Antigen). Sendo o DEA 1 caracterizado pela ausência de anticorpos naturais, porém alta antigenicidade e produção de aloanticorpos após a sensibilização entre paciente DEA 1 negativo e doador DEA 1 positivo, causando em transfusões subsequentes reação hemolítica imunomediada aguda. A incidência do DEA 1 positivo varia de acordo com a região estudada e com a raça do cão. Este estudo teve como objetivo determinar a incidência do antígeno eritrocitário DEA 1 positivo em cães de diferentes raças atendidos em um hospital veterinário universitário na cidade de Londrina. Foram avaliados 150 cães, machos e fêmeas, com idades entre quatro meses e 16 anos, pertencentes a 18 raças distintas, além de cães sem raça definida (SRD). A tipagem sanguínea foi realizada por meio do teste imunocromatográfico comercial específico para detecção do antígeno eritrocitário DEA 1 (Quick Test DEA 1.1®, Alvedia, Lyon, França). As amostras sanguíneas foram coletadas de tubos de sangue contendo EDTA utilizados para a realização de hemograma e analisadas conforme as instruções do fabricante, observando-se a presença ou ausência da banda de coloração vermelha no campo de leitura como critério de positividade para DEA 1. Dos 150 cães analisados, 57,33% (86/150) foram positivos para DEA 1. A distribuição por raça revelou prevalência de positivos de 70,83% (34/48) em cães da raça Golden Retriever; 30% (6/20) em Pit Bull; 64,29% (18/28) em cães sem raça definida (SRD); 55,56% (5/9) em Pastor Alemão; 55,56% (5/9) em Shih Tzu e 50% (18/36) nos cães pertencentes a outras 14 raças. As demais raças incluíram, entre outras, Labrador, Rottweiler, Boxer e Border Collie. A incidência geral de cães positivos para o antígeno DEA 1 observada neste estudo (57,33%) está alinhada com o descrito na literatura, que indica uma distribuição relativamente equilibrada entre cães positivos e negativos. Observou-se maior frequência de positividade para DEA 1 em cães da raça Golden Retriever (70,83%) e sem raça definida (64,29%), e menor prevalência identificada em cães da raça Pit Bull (30%). Os dados obtidos demonstraram variações na prevalência do DEA 1 entre as diferentes raças avaliadas. O risco de um cão DEA 1 negativo receber um sangue DEA 1 positivo é alta nesta população, aumentando o risco de sensibilização e reação hemolítica imunomediada aguda. Portanto, a tipagem sanguínea e provas de compatibilidade, como a reação cruzada, são fundamentais para garantir maior segurança transfusional e diminuição da sensibilização em cães.

Hematology Transfusion and Cell TherapyVol. 47
Universidade Estadual de Londrina (BR)
Openalex Percentile: Top 61%
Blood groups and transfusion
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