Eco-Consciousness with a Queerful Face: Ana Luísa Amaral’s World(s)
Abstract: The advocacy of Portuguese poet Ana Luísa Amaral (1956–2022) for both marginalized queer identities and more-than-human agency has been highlighted by several eminent scholars, with some approaches associating her poetry with eco-queer discourses. Less attention, however, has been allocated to just how hopeful this eco-consciousness may or may not be, in the sense of a queer environmental futurity. Within an uncertain landscape of positive ecological developments and retrograde steps — both in Portugal and globally — it is important to question critically the environmental strategies deployed in Amaral’s poetic collections, according to her own theoretical concept of ‘queerente’ [queerful]. Through this lens, the present article examines a selection of Amaral’s later poems (published between 2015 and 2021) in which one detects a playful, unstable semi-optimism surrounding human and more-than-human coexistence. As I shall argue, the poet evokes a world — or, alternatively, worlds — in flux, of queerful inter-species interaction. Resumo: A forma como a poeta portuguesa Ana Luísa Amaral (1956–2022) defendeu tanto as identidades queer marginalizadas como as entidades maisque-humanas já foi salientada por vári@s crític@s importantes, assim como outr@s que realçam a consciência eco-queer desta poesia. No entanto, tem-se prestado menos atenção à medida em que esta consciência pode ser interpretada como sendo esperançosa, no sentido de uma futuridade ambiental. Num contexto de avanços ecológicos positivos e passos retrógrados, tanto em Portugal como a nível global, torna-se necessário interrogar criticamente as estratégias ambientalistas utilizadas por Amaral, segundo o próprio conceito teórico da autora conhecido como ‘queerente’. Através desta ferramenta analítica, examinar-se-á um corpus de poemas amaralianos publicados entre 2015 e 2021, dentro dos quais se pode salientar um meio-otimismo lúdico e instável, no que diz respeito à convivência humana e mais-que-humana. Como se frisará, trata-se de um mundo — ou, melhor, de vários mundos — em fluxo, onde todas as espécies se interagem entre si de forma queerente.
Authors
- Peter Haysom-Rodríguez
Publication Details
- Journal
- Portuguese Studies
- Published
- 2025-01-01
- DOI
- https://doi.org/10.1353/port.00025
- Primary Topic
- Ecocriticism and Environmental Literature
- Type
- article
- Field-Weighted Citation Impact
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