A small remnant of Atlantic Forest does not support a high bird richness: a case study based on community-level occupancy models

As características ambientais são preditores que ajudam a identificar padrões de riqueza de espécies. Para obter estimativas precisas de riqueza, a modelagem de ocupação é uma ferramenta útil porque pode abranger variáveis em múltiplas escalas e considera a detecção imperfeita. Estimamos a riqueza relativa de aves em uma área protegida na Mata Atlântica para compreender as exigências de habitat da assembleia de espécies em função de fatores ambientais. Nosso estudo abrangeu as estações seca e chuvosa e cobriu quatro habitats (floresta estacional semidecidual, restinga, floresta experimental plantada e borda da mancha) em 42 sítios de amostragem. Usando contagem de pontos, registramos todas as espécies de aves durante três censos em cada sítio. Estimamos a riqueza de espécies em escalas temporais e espaciais usando modelagem de ocupação para comunidades. Registramos 86 espécies, onde quatro estão ameaçadas de extinção: o chorozinho-de-papo-preto (Herpsilochmus pectoralis), o gavião-gato-do-nordeste (Leptodon forbesi), a jacupemba (Penelope superciliaris) e o beija-flor-de-costasvioleta (Thalurania watertonii). A riqueza relativa de espécies na estação chuvosa (Ψ = 0,31–0,66) foi menor em comparação com a estação seca (Ψ = 0,37–0,76). Os habitats abertos apresentaram maior riqueza (Ψ da borda da mancha = 0,66 e 0,76, Ψ da restinga = 0,51 e 0,62) do que a floresta estacional semidecidual (Ψ = 0,31 e 0,37) e a floresta experimental plantada (Ψ = 0,36 e 0,40). As taxas de ganho de espécies variaram entre habitats (γ = 0,15–0,59), ao contrário da perda de espécies, que não variou (ε = 0,15). A riqueza em cada sítio foi afetada negativamente pela distância das lagoas, cobertura de árvores e diâmetro dos troncos de árvores. A baixa riqueza observada na floresta estacional semidecidual é provavelmente um reflexo dos impactos negativos sobre a área, tais como os efeitos da fragmentação florestal. Também destacamos que a modelagem de ocupação resulta em estimativas confiáveis para inferências ecológicas, auxiliando na compreensão de padrões que podem ser avaliados e usados em habitats e estratégias de conservação de comunidades. ; ; ; ; ; ;

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
The Wilson Journal of Ornithology
Published
2025-05-20
DOI
https://doi.org/10.1080/15594491.2025.2497004
Primary Topic
Ecology and Vegetation Dynamics Studies
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
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article

A small remnant of Atlantic Forest does not support a high bird richness: a case study based on community-level occupancy models

Mauro Pichorim, Carlos Salustio‐Gomes
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The Wilson Journal of Ornithology
Ecology and Vegetation Dynamics Studies
article

A small remnant of Atlantic Forest does not support a high bird richness: a case study based on community-level occupancy models

Mauro Pichorim, Carlos Salustio‐Gomes
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Abstract

As características ambientais são preditores que ajudam a identificar padrões de riqueza de espécies. Para obter estimativas precisas de riqueza, a modelagem de ocupação é uma ferramenta útil porque pode abranger variáveis em múltiplas escalas e considera a detecção imperfeita. Estimamos a riqueza relativa de aves em uma área protegida na Mata Atlântica para compreender as exigências de habitat da assembleia de espécies em função de fatores ambientais. Nosso estudo abrangeu as estações seca e chuvosa e cobriu quatro habitats (floresta estacional semidecidual, restinga, floresta experimental plantada e borda da mancha) em 42 sítios de amostragem. Usando contagem de pontos, registramos todas as espécies de aves durante três censos em cada sítio. Estimamos a riqueza de espécies em escalas temporais e espaciais usando modelagem de ocupação para comunidades. Registramos 86 espécies, onde quatro estão ameaçadas de extinção: o chorozinho-de-papo-preto (Herpsilochmus pectoralis), o gavião-gato-do-nordeste (Leptodon forbesi), a jacupemba (Penelope superciliaris) e o beija-flor-de-costasvioleta (Thalurania watertonii). A riqueza relativa de espécies na estação chuvosa (Ψ = 0,31–0,66) foi menor em comparação com a estação seca (Ψ = 0,37–0,76). Os habitats abertos apresentaram maior riqueza (Ψ da borda da mancha = 0,66 e 0,76, Ψ da restinga = 0,51 e 0,62) do que a floresta estacional semidecidual (Ψ = 0,31 e 0,37) e a floresta experimental plantada (Ψ = 0,36 e 0,40). As taxas de ganho de espécies variaram entre habitats (γ = 0,15–0,59), ao contrário da perda de espécies, que não variou (ε = 0,15). A riqueza em cada sítio foi afetada negativamente pela distância das lagoas, cobertura de árvores e diâmetro dos troncos de árvores. A baixa riqueza observada na floresta estacional semidecidual é provavelmente um reflexo dos impactos negativos sobre a área, tais como os efeitos da fragmentação florestal. Também destacamos que a modelagem de ocupação resulta em estimativas confiáveis para inferências ecológicas, auxiliando na compreensão de padrões que podem ser avaliados e usados em habitats e estratégias de conservação de comunidades. ; ; ; ; ; ;

The Wilson Journal of OrnithologyVol. 137(3)
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (BR)
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Ecology and Vegetation Dynamics Studies
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