O Vigia/Watchman: mulheres espectrais

Busca dar continuidade às análises de artigos anteriores que relacionam as obras O Vigia/Watchman do artista Flávio CRO, a história em quadrinhos Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons, e a obra literária 1984 de George Orwell, a partir das percepções possíveis sobre o feminino nessas obras. A análise se dará a partir dos estudos feministas sobre gênero e a espectatorialidade com Teresa de Lauretis e Laura Mulvey, observando as continuidades e deslocamentos da imagem da mulher na tradição dos produtos da cultura pop. Adicionalmente, são levantadas as questões dos espectros de Jacques Derrida como rastros da presença/ausência do feminino nas tramas analisadas. Em sua maioria, as personagens mulheres das produções citadas são colocadas em posições secundárias que servem ao propósito de sustentar a construção do caráter dos heróis e anti-heróis na história. Observa-se nas associações dos nomes das personagens “Espectral” (mãe e filha) uma possível denúncia e apontamento do lugar fantasmagórico desses corpos femininos na tradição dos quadrinhos, assim como a existência da personagem Júlia é mediada pela memória e voz espectral de Winston em 1984.

Authors

Institutions

Publication Details

Journal
9ª Arte (São Paulo)
Published
2024-10-18
DOI
https://doi.org/10.11606/2316-9877.dossie.2024.e230346
Primary Topic
Cultural, Media, and Literary Studies
Type
article
Field-Weighted Citation Impact
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article

O Vigia/Watchman: mulheres espectrais

Flávio Célio Rodrigues Oliveira, Aryanne de Oliveira Araújo
9ª Arte (São Paulo)
Cultural, Media, and Literary Studies
article

O Vigia/Watchman: mulheres espectrais

Flávio Célio Rodrigues Oliveira, Aryanne de Oliveira Araújo
article en

Abstract

Busca dar continuidade às análises de artigos anteriores que relacionam as obras O Vigia/Watchman do artista Flávio CRO, a história em quadrinhos Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons, e a obra literária 1984 de George Orwell, a partir das percepções possíveis sobre o feminino nessas obras. A análise se dará a partir dos estudos feministas sobre gênero e a espectatorialidade com Teresa de Lauretis e Laura Mulvey, observando as continuidades e deslocamentos da imagem da mulher na tradição dos produtos da cultura pop. Adicionalmente, são levantadas as questões dos espectros de Jacques Derrida como rastros da presença/ausência do feminino nas tramas analisadas. Em sua maioria, as personagens mulheres das produções citadas são colocadas em posições secundárias que servem ao propósito de sustentar a construção do caráter dos heróis e anti-heróis na história. Observa-se nas associações dos nomes das personagens “Espectral” (mãe e filha) uma possível denúncia e apontamento do lugar fantasmagórico desses corpos femininos na tradição dos quadrinhos, assim como a existência da personagem Júlia é mediada pela memória e voz espectral de Winston em 1984.

9ª Arte (São Paulo)
Universidade Federal de Ouro Preto (BR), Universidade Federal do Rio de Janeiro (BR)
Gender equality
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Cultural, Media, and Literary Studies
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